"Super Zé". Talvez o jogador mais raçudo da história corintiana.
Foram 13 anos de pura dedicação e amor ao clube. Amor esse que era retribuído pela torcida.
Não dava sossego aos adversários, tal era o seu vigor físico.
Campeão do Mundo com a Seleção Brasileira em 1970 como reserva, disputou a Copa de 1974 como titular.
Na lendária "Invasão Corinthiana", em 1976, foi ele quem converteu o último penalti que classificou o Timão para a final do Brasileirão. Mas seu principal lance ainda estava por vir.
1977. Foi ele quem cobrou a falta de culminou com o gol do Basílio. E ele mesmo quem lavantou a taça tão esperado por 23 anos...
No primeiro jogo da final do Paulista de 1979, voltou a campo com a camisa ensopada de sangue, após corte no supercílio, o que fez a Fiel aplaudi-lo e, se é que era possível,
admirá-lo ainda mais.
Foi bicampeão paulista também na época de Democracia, em 82 e 83.
Em seu último jogo, contra o Santo André, em 1983, quando lhe arrancaram a camisa do Corinthians, eis que ele fala, chorando:
"Estão arracando um pedaço de mim".
En sua despedida da torcida, deu a volta olímpica antes de um clássico contra o Palmeiras. Foi aplaudido pela Fiel e pela torcida adversária...
Dizer mais o que? Apenas um "Muito obrigado, Zé!"
FICHA TÉCNICA
Nome: José Maria Rodrigues Alves
Nascimento: 18/05/1949 - Botucatu - SP
Posição: Lateral direito
Período em que jogou no Corinthians: 13 anos (de 1970 à 1983)
Jogos: 599
Gols: 17
Títulos: 4 Campeonatos Paulista (1977,
79,
82 e 83)
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