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Corinthians - História
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2006 à 2009 - Da queda à ascensão

O Corinthians entra no ano de 2006 com mais uma oportunidade de conquistar a Taça Libertadores. A torcida estava esperançosa, afinal, tínhamos um belo time, comandado pelo argentino Carlitos Tevez. Mas o que se viu foi mais um vexame continental. Mais uma vez, o Coringão foi elminado pelo River Plate, nas Oitavas.

Mas essa não foi a única decepção do ano. No Paulistão, o Corinthians também não fez uma boa competição, chegando apenas em 6º lugar.

Para piorar, após a Copa do Mundo, Tevez, Mascherano e outros jogadores deixam a equipe.

Na sulamericaca e no Brasileirão, campanha discreta. Na competição sulamericana, chegou até as Oitavas, onde perdeu para o Lanús, da Argetina. No Brasileirão, apenas uma 9ª colocação.

2007. Nunca a Fiel imaginaria que esse seria o pior ano da história alvinegra...

No Paulistão, mais uma vez o Corinthians deixa a desejar e chega em 9º. Na Copa do Brasil, tropeço perante o Náutico, nas oitavas.

Na Sulamericana, outro vexame: Eliminação perante o Botafogo do Rio, logo na Primeira Fase.

Mas isso não é nada perto do que estava por vir...

O Corinthians inicia o Brasileirão com boas apresentações e vitórias importantes, como os 3 x 0 no Cruzeiro, em pleno Mineirão. Na 7ª rodada, o Timão era um dos líderes do campeonato.

Mas a partir daí as coisas começaram a complicar. O time começa a perder pontos importantes e começou o rondar a zona de rebaixamento. Para piorar, o time começa a ser notícia nas páginas policiais. Kia, Dualib e Cia se complicam com investigações policiais.

Em meados de setembro, Dualib entrega o cargo e assume Andres Sanches.

Porém, dentro de campo, as coisas iam de mal a pior. O Corinthians colecionava vexames dentro e fora de casa: 3x0 para o Cruzeiro, 5x2 para o Atlético MG, 1x0 para o Paraná, 2x1 para o Sport, 1x0 para o Náutico, 2x1 para o Flamengo, 2x2 perante o Atlético PR. Isso foram alguns das muitas derrotas que o Timão obteve.

A briga para não cair estava acirrada entre o Coringão e Goiás.

28 de novembro. Um dia que poderia ser um dos mais felizes da história alvinegra, pois era a oportunidade de sair de vez da ameação de rebaixamento. Corinthians x Vasco. Pacaembu. O clima não poderia ser melhor. A Fiel lota o estádio, com fogos, sinalizadores e energia. Era o dia da redenção! Penúltima rodada. Uma simples vitória deixava o Corinthians matematicamente livre da ameaça de rebaixamento. Em campo, um time esforçado, mas péssimo tecnicamente. Tentava, atacava e nada. O tempo passava, a torcida não parava de cantar, mas o gol não saía. Segundo tempo. 45 minutos para fazer um gol. E nada dele sair. Até que veio a ducha de água fria. 18 minutos. Alan Kardec faz o gol que cala o Pacaembu. A Fiel não acredita no que vê. E chora. Chora por saber que agora "só" restava vencer o Grêmio, em pleno Estádio Olímpico, no domingo, ou torcer por uma derrota do Goiás parante o Inter, no Serra Dourada. O mesmo Inter que ainda não aceitava a perda do título de 2005.

E chega o fatídico dia. 2 de dezembro. Olímpico lotado e todo o Brasil (inclusive torcedores do Internacional) torcem pela queda do Timão. Logo a 1 minuto de jogo, o Grêmio abre o placar, com gol de Jonas. Aos 28, ainda do primeiro tempo, Clodoaldo empata para o Timão.

No Serra Dourada, o Inter faz o primeiro gol, mas toma o empate logo em seguida. Porém, o lance de maior suspense ainda estava por vir. Penalti para o Goiás. Paulo Baier cobra e o goleiro do Inter defende. Mas o juiz manda voltar, alegando que o arqueiro colorado se adiantou antes da cobrança. O mesmo Paulo Baier cobra. O mesmo goleiro defende. E o mesmo juiz manda voltar. Aí não tem jeito. A Fiel não acredita. E depois falam que o Corinthians é sempre beneficiado pela arbritagem. O Goiás troca o cobrador. E ele faz. Goiás 2 x 1 Inter.

Enquanto isso no Olímpico, o Corinthians não demonstrava o menor sinal de reação. 43 minutos. A Fiel já começa a chorar. 49 minutos. O juiz apita o fim do jogo. O Corinthians é rebaixado para a Segunda Divisão do futebol brasileiro.

A Fiel chora, mas logo as lágrimas são substituídas por gritos e promessas de amor. Em meio a sentimentos de tristeza, paixão e esperança, um grito ecoa nas arquibancadas do Estádio Olímpico: "Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo! Eu sou Corinthians!"

E realmente nunca o abandonaram.

No dia seguinte, dia 3, após as imensas gozações e tirações de sarro dos rivais no trabalho, escola e nas ruas, o corintiano sabia: o ano não seria tão ruim assim. No dia 5 de dezembro, é apresentado o novo técnico do Timão, responsável por levar o time de volta a Série A do Brasileirão: Mano Menezes.

Junto com ele, a diretoria traz diversos jogadores, como Douglas, Chicão, Elias, André Santos, entre outros.

O Marketing do Timão inicia uma série de campanhas, que foram verdadeiros sucessos, entre elas, a camiseta "Eu nunca vou te abandonar", a 3ª camisa de jogo, na cor roxa, com o slogan "Só o corintiano é rouxo", etc.

O ano de 2008 começa com a Fiel apreensiva. Era o ano da subida. O timão TINHA que subir.

Mas antes de iniciar sua saga na segunda, o Timão disputa o Paulistão. O time até que vai bem e chega na última rodada com chances de classificação para as semifinais. Mas uma derrota por 3 x 2 frente ao Noroeste termina com as chances do Coringão do torneio estadual.

Na Copa do Brasil, o Corinthians faz uma boa campanha. Após emilimiar Barras do Piauí, Fortaleza, o Corinthians pega o Goiás nas oitavas. Com uma derrota por 3 x 1 no primeiro jogo, disputado no Serra Dourada, todo mundo já dava como certa a eliminação alvinegra. Mas aqui é Corinthians. Com um primeiro tempo arrasador no jogo de volta, o Timão faz 4 x 0 no Góías e parte para as quartas, onde enfrentaria um antigo algoz: o São caetano.

Mas dessa vez eles não tiveram chance: duas vitórias corintianas (2x1 e 3x1) e vaga na semifinal, contra o Botafogo, do Rio. Com derrota por 2x1 fora e vitória pelo mesmo placar em casa, o jogo vai para os penaltis, onde Felipe se consagra e leva o time para a final da competição.

Nessa altura do campeonato, a Série B já estava no início e o Corinthians seguia firme rumo a elite.

Voltando à Copa do Brasil, o temido Sport (que já tinha eliminado Palmeiras, Inter e Vasco) seria o adversário da final. E dessa vez não deu para o Coringão. Com uma vitória por 3 a 1 no Morumbi e uma derrota por 2 x 0 na Ilha do Retiro, o Corinthians dá adeus ao sonho do título.

Mas o Corinthians não se deixa abater e segue rumo à conquista da Série B, onde sobra na competição e bate recordes atras de recordes.
Ver "Campeonato Brasileiro Série B 2008".

Após a conquista do acesso e do título, a Fiel respira aliviada.

Mas não sabia que o ano ainda reservava uma das maiores alegrias dos últimos tempos.

9 de dezembro. O Corinthians anuncia a maior contratação do futebol brasileiro: Ronaldo Fenômeno. O assunto é manchete no mundo todo. O título da Série A do São Paulo, conquistado dias antes, é totalmente ofuscado pelo Corinthians e Ronaldo.

A apresentação do jogador, no dia 12, foi a maior da história do futebol brasileiro. Mas de 10 mil pessoas lotam a fazendinha para prestigiar o maior artilheiro da história das Copas.

Junto com o Fenômeno, o Corinthians traz outros jogadores, como Cristian, Jorge Henrique, Souza, dentre outros.

2009 começa com grande esperança por parte da torcida corintiana. O principal objetivo do ano: conquistar uma vaga na Libertadores de 2010, ano do centenário do clube.

Antes do início das competições oficiais, o Corinthians realiza uma série de amistosos. O principal deles foi contra o Estudiantes, da Argentina, no dia 17 de janeiro, no Pacaembu. Jogando um bom futebol, o Corinthians venceu por 5 x 1.

O Timão havia dado seu recado: eu voltei!

E voltou mesmo.

Com uma belíssima campanha, o Corinthians conquista o 26º título paulista de sua história, de forma invicta.

Com o status de campeão paulista, o Timão vai em busca do objetivo principal: vaga na competição sulamericana. O caminho mais fácil? Ganhar a Copa do Brasil.

E não deu outra: com um futebol de encher os olhos, o Coringão conquista o tri da Copa do Brasil e uma vaga na Libertadores no ano do centenário.

Com os dois títulos nas duas competições disputadas no ano, o Corinthians disputa o Brasileirão de forma tranquila e termina apenas na 10ª colocação, apenas se preparando para 2010, o ano do Centenário!

2010 aos dias atuais: O início de mais um Século


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