Depois de ingressar na Liga Paulista com suas
próprias forças, o Corinthians entra em 1913 para disputar seu primeiro
Campeonato Paulista.
A participação do clube não
é das melhores. A campanha começou em 20 de abril, com uma derrota por 3 a 1
para o Germânia, no Parque Antárctica. Pior ainda foi o terceiro jogo, um mês
depois, contra o Americano: derrota por 7 a 1.
A primeira vitória só ocorreu no dia 7 de setembro:
2 a 0 em cima do Germânia, gols de Amílcar e Joaquim. Em oitos jogos, o Timão
venceu apenas um, empatou quatro e perdeu três, terminando na quarta colocação,
num torneio disputado por cinco times.
Em 1914, quatro anos depois de sua fundação, o Timão ganha seu primeiro título
(ver "Títulos - Campeão Paulista de 1914").
Neste mesmo ano, o Corinthians realizou o seu
primeiro jogo internacional. No dia 15 de agosto, no Parque Antárctica,
enfrentou o Torino, da Itália, que venceu o amistoso por 3 a 0.
Em 1915, por divergências políticas, o Corinthians saiu da
Liga Paulista e não disputou nenhum campeonato. Como não conseguiu se filiar à
Apea em tempo, o clube acabou disputando amistosos. E mostrando sua força: em
1º de maio, enfrentou o A. A. Palmeiras (não confundir com o atual Palmeiras) e
venceu por 3 a 0, no antigo campo do Velódromo, na rua da Consolação. Os gols
do Corinthians foram de Neco,Aparício e
Américo.
As vitórias em amistosos se sucediam: 5 a 0 sobre os
Wanderers, 4 a 1 sobre o Ideal Club, 2 a 0 em cima do Guarani... o prestígio do
Corinthians só aumentava, mas ele não
podia disputar nenhum campeonato. Por isso, o campeão de 1914 emprestou seus
jogadores para outros clubes da Apea, para que eles não ficassem muito tempo
parados. Neco, Casemiro, César e Bianco foram para o Mackenzie; Bororó,
Aparício, Fúlvio, Péres e Amílcar saíram para o Ipiranga e Police, para o
Wanderers.
Em 1916, o Corinthians volta a participar do Campeonato Paulista. E ganha novamente.
(ver "Títulos - Campeão Paulista de 1916").
Com a unificação das ligas
paulistas, o alvinegro disputou o Campeonato Paulista de 17 contra todos os grandes times: Paulistano, Palestra
Itália, Santos, Internacional, Mackenzie, Ipiranga, A. A. das Palmeiras e São
Bento. Era um dos favoritos, mas logo numa das primeiras rodadas foi
surpreendido por um clube jovem: o Palestra Itália, que venceu por 3 a 0. Era o
início de uma grande rivalidade. O Corinthians terminaria o campeonato daquele
ano apenas em quarto.
Nos dois anos seguintes, o
Corinthians fez boas campanhas no Paulistão, mas não conseguiu o título.
Em 1918, perdeu por um ponto
para o Paulistano, num campeonato estragado pela epidemia de gripe espanhola,
que interrompeu a competição por dois meses.
Em 1919, não só o
Corinthians não conseguiu o título, como ficou só em terceiro lugar, atrás do
Palestra. O consolo foi ter vencido o rival por 1 a 0, no Parque Antárctica.
A única coisa de boa naquele
ano foi o título do primeiro Torneio Início, que era disputado em um só dia, em
partidas eliminatórias que duram poucos minutos. Caso o jogo terminasse
empatado, o time que tivesse mais escanteios a favor, ganhava a partida.
Nos anos de 1920 e 21 o Timão obteve campanhas boas, mas nenhum
título. O único jogo que merece
destaque neste período foi contra o Santos, válido pelo Campeonato Paulista.
Foi a vitória por maior diferença de gols da história do Timão: 11 a 0, no dia 11 de julho de 1920.
Em 1922, o Timão conquistou um dos mais belos troféus de sua história.
Corinthians x Palestra Itália disputaram o troféu Cântara Portugália, o mais rico troféu posto em disputa
até então, todo de prata. Foi oferecido pelo português Ricardo Severo, em homanegem aos compatriotas
Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur Freire Sacadura Cabral, que dias antes realizaram a primeira viagem aérea entre
Europa e América do Sul. O placar foi de 2 x 0 para o Timão.

O troféu Cântara Portugália
(Foto: Arquivo Victor Hugo)
Nos três anos seguintes, o Timão reinou absoluto e conquistou o seu
primeiro tricampeonato paulista.
Depois do tri, entre 1925 e 27, nada de títulos.
Desses anos, o que o Timão guarda de melhor é a aquisição de um terreno no Parque São
Jorge, de 45 mil m², comprado por intermédio de seu presidente, Ernesto
Cassano, por 750 contos de réis, em 1926.
A inauguração do Parque São Jorge aconteceu no dia 22 de julho de 1928, em um amistoso contra o América do Rio.
O jogo terminou 2 x 2. O Corinthians cedeu a Taça Valda ao time carioca, enquanto o Timão ficou com a taça de bronze
Char de le Victoire.

A bela taça que simboliza a inauguração da Fazendinha
(Foto: Arquivo Victor Hugo)
Mas tudo bem. Se o Timão ficou três anos no jejum, nos próximos três repetiu o feito anterior e faturou o
segundo tricampeonato paulista.
Com a saída dos principais
craques do tri, o Corinthians sofreu um abalo e demorou para se reerguer. Em
1931, Tuffy parou de jogar. Foram para a Itália Rato, De Maria, Del Debbio e
Filó, o primeiro brasileiro a ser campeão do mundo, quando venceu a Copa de
1934, com a seleção italiana.
Com o time desmantelado, o
Corinthians teve dificuldades para se renovar. Foi sexto colocado em 1931,
quinto em 1932, quarto em 1933 e 1934, terceiro em 1935.
A renovação do elenco foi
inevitável. Com uma nova geração, o clube alvinegro voltou a se fortalecer,
chegando à decisão de 1936, contra o Palestra. Perdeu, mas mostrou novos e bons
nomes, como Jaú, Jango, Brandão, Lopes, Teleco.Além disso, Filó e Rato voltaram ao clube.
Com essa nova safra, o Timão conseguiu um feito, até hoje inigualável: o
terceiro tricampeonato paulista.
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