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  • Classificação ajustada

    Corinthians, 49 pontos. Atlético-MG, 42.

    49 – 42 = 7.

    7 pontos de diferença.

    Após a 22ª rodada, cálculos mirabolantes por parte dos torcedores decretam: é somente por causa da arbitragem que o Corinthians é líder.

    Erros têm sido evocados, mas somente dois tipos: os contra o Atlético-MG, e os a favor do Corinthians.

    Neste vídeo, por exemplo, um determinado jornalista decreta: “O Corinthians ganhou 6 pontos indevidos, e o Atlético-MG perdeu 5” — isso, antes da 22ª rodada…

    Notemos, pois: NÃO HOUVE E NÃO HÁ erros de arbitragem que prejudiquem o Corinthians – e, em 2015, NÃO HOUVE E NÃO HÁ erros de arbitragem que favoreçam o Atlético-MG.

    Vamos à lista dos lances polêmicos e a VISÃO DE TORCEDORES/IMPRENSA contrários ao Corinthians:

    – pênalti pró-São Paulo não marcado. O jogo terminou 1 a 1. O Corinthians somou 1 ponto. O São Paulo venceria 2 a 1. Perderia 1 ponto.

    – pênalti inexistente assinalado pró-Corinthians contra o Sport. O jogo terminou 4 a 3. O Corinthians somou 3 pontos. Empataria 3 a 3. Perderia 2 pontos.

    – gol do Avaí mal anulado. O jogo terminou 2 a 1. O Corinthians somou 3 pontos. Somaria 1. Mas aqui os torcedores alegam que o Avaí VENCERIA. No momento do gol estava 1 a 1. O Avaí somaria 3 pontos, O Corinthians Perderia 3 pontos.

    – gol do Fluminense mal anulado. O jogo terminou 2 a 0. O Corinthians somou 3 pontos. Somaria os mesmos três. Mas aqui os torcedores alegam que o Fluminense EMPATARIA. No momento do gol estava 1 a 0. O Fluminense somaria 1 ponto. O Corinthians Perderia 2 pontos.

    No total, portanto, o Corinthians PERDERIA 8 PONTOS.

    49 – 8 = 41.

    Atlético-MG, 42 pontos. Corinthians 41.

    Erros contra o Atlético-MG e a VISÃO DE TORCEDORES/IMPRENSA contrários ao Corinthians:

    – pênalti não marcado pró-Atlético-MG no jogo contra o Grêmio. O jogo terminou 2 a 0 para o Grêmio. O Atlético somou 0 ponto. Caso fizesse o gol, somaria ainda zero. Mas no momento do pênalti estava 0 a 0. Torcedores e jornalistas decretam: o Atlético-MG venceria a partida. Somaria 3 pontos.

    – gol não anulado da Chapecoense. O time catarinense venceu por 2 a 1. Sem o gol, o Atlético conquistaria o empate. Somaria 1 ponto.

    – pênalti inexistente assinalado pró Atlético-PR: o jogo terminou 1 a 0 para o time paranaense. Terminaria 0 a 0. O Atlético-MG somaria 1 ponto.

    No total, portanto, o Atlético-MG SOMARIA 5 PONTOS.

    42 + 5 = 47.

    Atlético-MG 47 pontos, Corinthians 41.

    Assim, o cálculo se dá da seguinte maneira: “O Corinthians é líder do Brasileiro com 7 pontos de vantagem?! Roubo, complô!! O normal seria o Galo liderar com 6 de vantagem!!”

    Esse é o FANTÁSTICO MUNDO DE BOBBY em que os anti-corinthianos vivem e se sentem felizes e imparciais por NÃO SEREM INFLUENCIADOS PELA GLOBO e por conseguirem PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA.

    "O Corinthians só rouba e os outros sofrem"
    “O Corinthians só rouba e os outros sofrem”

    A Folha de São Paulo, apenas para citar um veículo com notoriedade e credibilidade no país (porque se fôssemos citar blogs de Cosme Rímoli, Milton Neves etc. passaríamos o dia), faz matéria compilando todos os lances que mencionamos acima e, mesmo não apontando a soma que aqui fizemos, induz o leitor a tal raciocínio.

    Mas toda história tem — ou deveria ter — dois lados.

    E qual seria o outro lado?

    Como descrevemos no post “Pênalti para o Corinthians”, o lance que originou o pênalti que levaria ao quarto gol e consequente vitória corinthiana de fato existiu.

    Sérgio Corrêa, presidente de arbitragem da CBF, e os ex-arbitros Renato Marsiglia e Sálvio Espínola todos concordam que, sim, HOUVE o pênalti.

    Portanto, o Corinthians, que na conta do senso comum teria 41, novamente ganha os dois pontos da vitória contra o Sport e vai a 43, se aproximando do “real líder” Atlético.

    Quanto ao lance do São Paulo, realmente é inquestionável. O Corinthians não consegue o empate e permanece com aquele ponto a menos.

    Sobre Avaí e ao Fluminense: de fato foram dois gols legais, sendo que ambos não devem ser considerados erros tão grosseiros quanto aquele contra o São Paulo.

    Por que? O do Avaí os atletas estavam na mesma linha, e o do Fluminense é muito bem dissecado nesta postagem do ótimo site “Pergunte ao árbitro” (sim, é preciso ler se você NÃO FOR apenas alguém que “odeia o Corinthians mais do que torce por seu time”).

    Mas independente de sua explicação, de fato os dois erros aconteceram.

    Agora, a pergunta: por que, necessariamente, o Corinthians perderia para o Avaí? O segundo gol, que selou a vitória, veio depois. Seria IMPOSSÍVEL que, tendo tomado o segundo gol, o Corinthians empatasse? Por que?

    Consideremos, pois, que o Corinthians empatasse a partida. Somaria 1 ponto, indo a 44, e diminuindo  agora em três pontos a liderança do “real líder” Atlético.

    E contra o Fluminense?! Por que, necessariamente, o Corinthians não venceria o Fluminense? A equipe paulista DOMINOU a partida, especialmente no primeiro tempo, e seguiu pressionando o adversário, até marcar o segundo gol, em falta clamorosa — o jogador tricolor simplesmente segura por um metro o corinthiano.

    Podemos somar os três pontos corinthianos? Vocês deixam?…

    Assim, o Corinthians iria a 46, diminuindo a vantagem do Galo em 1 ponto — mas, tudo bem, vamos deixar entre parênteses os 3 pontos a menos, para que não se esqueçam (43).

    Mas e o Galo?

    Continua ali, com 47 pontos, só tendo sido prejudicado, jamais beneficiado!

    De fato, o gol da Chapecoense, que tirou um ponto do Atlético, é inquestionável. O Galo, portanto, se mantem lá em cima.

    Mas, assim como no caso do Fluminense, por que, necessariamente, o Atlético VENCERIA o Grêmio? Em que momento da partida o Atlético fez por merecer essa possível vitória? Se o pênalti não foi assinalado no começo da partida (aos 17 min.), por que a equipe de BH NÃO CONSEGUIU marcar ao menos uma vez em 75 minutos?! E os méritos dos gaúchos, inexistentes? Foram dois gols e um bom controle da partida, portanto não parece NEM UM POUCO justo decretar que o Galo venceria.

    Mais do que isso: houve um pênalti DO ATLÉTICO MINEIRO nesta partida!

    Pênalti claríssimo.
    Pênalti claríssimo.

    Assim, em vez de 3, o Galo somaria NENHUM  ponto extra, caindo de 47 para 44, e já ficando dois pontos atrás do Corinthians (46) — ou então um à frente (43), devido às considerações de Avaí/Flu.

    No jogo do Atlético-PR, em que o Galo perdeu e “deveria” empatar: o pênalti, sim, EXISTIU. Mas é algo polêmico… Porém, houve um outro lance que FOI PÊNALTI claro, em Nikão.

    Por que NINGUÉM FALA DESSE LANCE? Assim, o Atlético-PR merecia, sim, a vitória, e o Galo deixa de somar aquele ponto da classificação ajustada, descendo para 43 — três a menos que o Corinthians (46); ou igual, devido às considerações de Avaí/Flu…

    Vale muito ver a boa análise de Sálvio Espinola — que afirma terem havido DOIS PÊNALTIS (um marcado e outro não) a favor do time paranaense.

    Então, Corinthians 46 e Atlético-MG 43.

    Está bom assim?

    Não, não está.

    Separamos aqui mais três lances.

    Atlético-MG 2×1 Palmeiras: o gol que deu a vitória ao Galo nasceu de um PÊNALTI INEXISTENTE:

    O Atlético-MG venceu por 2 a 1. Sem este gol, seria 1 a 1. Perderia 2 pontos.

    43 – 1 = 41. Atlético-MG 41 pontos.

    E quais os outros dois lances polêmicos?

    Corinthians x Santos, oitava rodada.

    Santos 1, Corinthians 0.

    Porém, o gol a favor do Santos estava em impedimento. E houve um pênalti claro a favor do Corinthians:

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=OPWpHL94Gx0&w=560&h=315]

    Assim, adotando o mesmo critério da turma que torce contra, o Corinthians, que ficou com zero ponto na partida, somaria TRÊS, pois o gol do Santos foi ilegal e houve um pênalti claro a favor do Corinthians — e, como vimos, todos os pênaltis não marcados são sempre considerados gols.

    Portanto, o Corinthians somaria mais 3 pontos indo a… 49! os mesmos que soma hoje, abrindo não 7 mas OITO pontos de vantagem para o Galo.

    É isso?

    Ah, vamos considerar que o Flu empataria e o Avaí venceria.

    Corinthians 46, Atlético-MG 41.

    Com a palavra Alexandre Anelka Kalil: “não, o Atlético-MG não seria líder, não tô dizendo isso… o Corinthians iria liderar, sim, mas não com 7 pontos de vantagem“.

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=KapFvySg4c0&w=560&h=315]

    Será que foi desse nosso cálculo, 46 a 41, que ele estava falando?…

    Vale lembrar que o jogo entre as duas equipes terminou em vitória (1 a 0) para o Corinthians, e não houve qualquer reclamação por parte dos atleticanos.

    Vai, Corinthians!

    Marcel Pilatti

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    Atualizações de 06 de setembro, 23ª rodada.

    Uma série de erros de arbitragem aconteceram, nenhum deles a favor do Corinthians. Novamente, o Santos FC foi bastante beneficiado, e NADA de repercussão na imprensa.

    No jogo do Atlético-MG contra o Vasco (vitória mineira por 2 a 1), os vascaínos reclamaram muito — Jorginho chegou a atirar o agasalho no chão — de uma falta sobre Jorge Henrique, no lance que originou o segundo gol atleticano. O atleta vascaíno afirma que os próprios atleticanos reconheceram ter sido falta.

    Será?

    O mais cômico, porém, é ver os atleticanos dizendo que NÃO FOI PÊNALTI de Dátolo (Confira o video no link ao lado):

    "Ai meu Deus, não foi pênalti, é pra ajudar o Corinthians!"
    “Ai meu Deus, não foi pênalti, é pra ajudar o Corinthians!”

    É claro que eles queriam que não fosse marcado, seguindo o mesmo critério da partida contra o Grêmio…

    E no jogo entre Corinthians e Palmeiras, tivemos outro lance polêmico, no terceiro gol do Palmeiras, Alecsandro teria feito falta em Love:

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=Llhm0FCQinM&w=500&h=350]

    Foi? Não foi? Como disse Juca Kfouri, “Imagine se fosse o contrário…

    E a pontuação, Kalil?!


  • La mano de Francisco

    O Corinthians segue absoluto na temporada 2015: são 23 jogos oficiais seguidos sem derrota. Somando-se a última partida válida por competição, são 24 duelos em que o time está invicto.

    Em casa, na Libertadores, a última derrota aconteceu na dolorosa edição de 2006 – desde então, são 20 jogos como mandante na competição, e nenhuma derrota. Outra sequência se dá em Itaquera: em 31 partidas oficiais, a única derrota foi a partida inaugural.

    No entanto, isso não significa que o time não tenha seus percalços e não titubeie em alguns momentos.

    Na última quinta-feira, o Timão começava bem: recorde de público em Itaquera.

    Nos bastidores, torcedores do São Paulo se viam numa situação delicada: embora afirmassem que “jamais torceriam” pelo Timão (e o próprio Rogério Ceni chegou a usar essas palavras), ao mesmo tempo “acusavam” o Corinthians de possivelmente facilitar para o San Lorenzo, ainda antes do jogo.

    O Timão foi a campo com o já tradicional 4-1-4-1: Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf; Jadson, Renato Augusto, Elias e Emerson Sheik; Vágner Love.

    A partida foi bastante semelhante à primeira, em Buenos Aires: jogo bastante aberto, com as duas equipes se defendendo bem e contra-atacando rapidamente. De diferente, porém, a menor quantidade de chances reais de gol.

    O Timão sentiu bastante a falta de Paolo Guerrero, especialmente por conta da partida abaixo da média protagonizada por Vágner Love: o atacante errou bolas fáceis, teve dificuldade em domínio de bolas lançadas, e não conseguia acelerar as jogadas em dribles curtos.

    As melhores chances corinthianas vieram com Renato Augusto, no primeiro tempo (em dois lances de rebote, um quase na pequena área e outro de fora), e com Jadson, de falta, na etapa complementar. O San Lorenzo ameaçou de verdade apenas no primeiro tempo, em duas falhas individuais – Gil, após lançamento, e Felipe, em escanteio – da zaga do Timão.

    Renato Augusto foi eleito o melhor da partida
    Renato Augusto foi eleito o melhor da partida

    Na etapa final, o Corinthians realizou suas substituições: aos 15 Danilo entrou no lugar do atabalhoado Love, e nos minutos finais Mendoza substituiu Émerson Sheik. Nada que modificasse o placar.

    Com o empate sem gols, o Timão garantiu sua passagem às oitavas e ainda por cima na primeira colocação.

    Já o “time do Papa” conseguiu feito raro: não sofreu gols na Arena Corinthians. Mais que isso, manteve vivas e reais suas chances de classificação: deve vencer o Danubio, em casa, e torcer para que o Corinthians vença o São Paulo.

    Para os torcedores do clube de Almagro, esse parece um milagre menor para quem conseguiu sua primeira Libertadores e voltou a vencer o campeonato argentino após mais de uma década desde que Francisco I assumiu o pontificado.

    E para o corinthiano, colaborar com mais essa “bênção” será muito gratificante.

    Vai, Corinthians! 

    Marcel Pilatti


  • Um ótimo começo

    Corinthians e São Paulo jamais haviam se enfrentado pela Taça Libertadores de América, mesmo participando de algumas edições (2006, 2010, 2013) ao mesmo tempo. Nesse sentido, o jogo já seria histórico. E fez valer a história do clássico.

    Com a suspensão de Paolo Guerrero, expulso no primeiro confronto pela Pré-Libertadores diante do Once Caldas, temia-se que a equipe perdesse seu poder ofensivo. Mas não: Tite optou por escalar Danilo na posição do peruano – já fizera isso no segundo jogo, na Colômbia – e manteve o 4-1-4-1, que afirma ter sido inspirado no Real Madrid (confira clicando aqui ótima análise do esquema).

    O Timão entrou em campo com: Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Fábio Santos; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto e Emerson; Danilo.

    Basicamente, com essa formação o Corinthians ganha em dois pontos fundamentais: aumenta a troca de passes no meio de campo (tanto em quantidade quanto em eficiência), e consegue diferentes avanços à área adversária, uma vez que são 5 jogadores com algumas características semelhantes.

    As duas coisas aconteceram logo no início do primeiro tempo: embalados pela presença maciça da torcida (recorde de público na Nova Arena), Fagner lança Jadson, que chuta cruzado; a bola espirra e sobra para Fábio Santos chutar com perigo. Poucos minutos depois, excelente triangulação de Danilo, Elias e Jadson resultou em passe à la Messi do camisa 10 para o camisa 7 que, com perfeição no timing, chutou de primeira na entrada da área: Corinthians 1×0.

    Na sequência da primeira etapa, o Timão desacelerou, mas o SPFC não fez nada para elevar o nível do jogo (só chegou a assustar, e muito timidamente, com escanteios): como resultado, uma primeira etapa que começou fervendo terminou morna.

    Porém, mesmo que sem modificações no “onze ideal”, o Corinthians voltou mais forte para o segundo tempo. Houve, pelo menos, duas chances claras de gol. O São Paulo não chegou à área corinthiana NENHUMA vez.

    Na metade da segunda etapa, Emerson Sheik disputa bola na intermediária defensiva (a maioria das opiniões aponta para falta do camisa 11) derrubando o adversário, e inicia contra-ataque mortal: três defensores são-paulinos firmam-se no atacante corinthiano e deixam Jadson avançar livre pela direita.

    Em nova demonstração de tempo de bola apurado, Sheik cruza rasteiro para o camisa 10, que entra na área e dá corte clássico no defensor adversário (Reinaldo caiu sentado) e conclui – fraco – com a perna esquerda. Rogério Ceni, marcado por diversas falhas contra o Timão, ainda toca na bola mas não evita o gol: Corinthians 2×0.

    Nos 25 minutos finais, só deu Corinthians: Danilo se posicionou perfeitamente, em passes de Fagner, Renato Augusto e Elias, mas os chutes não foram tão bons: um rasteiro e sem muita força, outros dois excessivamente altos.

    Uma vitória incontestável, e que dá muito ânimo para essa longa 56a. edição da Libertadores: com a Copa América, em junho, as semifinais só acontecerão em julho e a decisão será em agosto. Tempo para o Timão ficar ainda mais entrosado e calibrado.

    Valeu, Corinthians!

    Rumo à segunda conquista da América.

    Marcel Pilatti