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  • Uma tragédia anunciada

    Confira esta sequência de fatos:

    1- Paolo Guerrero é diagnosticado com dengue e desfalca o Corinthians por pelo menos 10 dias.

    2- Corinthians e San Lorenzo empatam sem gols na Arena Corinthians; o Corinthiians assegura a classificação às oitavas e a primeira colocação de seu grupo;

    3- O SPFC vence, nos minutos finais, o uruguaio Danubio, e ainda corre riscos matemáticos de eliminação na última rodada;

    4- Corinthians e SPFC são eliminados do Campeonato Paulista no mesmo dia: o Corinthians para seu maior rival, nos pênaltis e em casa, o SPFC em derrota clara para o Santos na Vila;

    5- Corinthians e SPFC vão se enfrentar três dias depois, na casa são-paulina, em jogo de “vida ou morte” para o SPFC, que não vence o Timão no Morumbi desde 2007;

    6- O presidente são-paulino, Carlos Miguel Aidar, começa a especular sobre o árbitro da partida, afirmando que o mesmo “gosta de expulsar” atletas de sua equipe.

    Os 6 itens estão entrelaçados, e de certa forma se explicam entre si: coisa que só percebemos depois, a derrota corinthiana na última rodada da 1ª fase da Libertadores era uma tragédia anunciada.

    O Timão foi a campo com: Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf; Elias, Renato Augusto, Jadson e Emerson Sheik; Vágner Love.

    O São Paulo, precisando do resultado, começou com muito mais intensidade. Até a metade do primeiro tempo, antes do primeiro gol, o time do Morumbi havia finalizado seis vezes contra apenas uma – sem qualquer perigo – do Corinthians.

    Aos 18 minutos, o lance capital: Rafael Tolói faz falta em Emerson Sheik, e o árbitro equivocadamente marca infração do corinthiano; nesse momento, o são-paulino  tenta acertar Emerson, deitado; em seguida, tenta mais uma vez e desfere pisão na perna do jogador número 11. O árbitro nada assinala.

    Quando a partida é retomada, fora de lance, Emerson estica a perna e levemente atinge Tolói, que simula uma agressão grave, levando as mãos à perna e rolando no chão, clamando dor.

    Emerson foi pouco inteligente, não há dúvidas, mas ali se tornava visível a “desproporcionalidade” com que Sandro Meira Ricci (initimidado pelas declarações do presidente do SPFC?) agiria na noite.

    Emerson Sheik é expulso aos 18 minutos do primeiro tempo
    Emerson Sheik é expulso aos 18 minutos do primeiro tempo

    Já com um homem a menos, o Corinthians foi ficando cada vez mais acuado e cada vez com menos posse de bola — num dado momento o Tricolor chegou a ter 70%, contra meros 30% do alvinegro!

    Os dois gols saíram muito próximos um do outro, dando a impressão de que poderia acontecer uma goleada: aos 31 minutos, Felipe afasta mal, deixando a bola nos pés de Hudson, que toca para Luís Fabiano fazer seu primeiro gol na competição. Oito minutos depois, Michel Bastos arrisca de longe, Cássio comete uma falha (a bola quicou à sua frente), e o SPFC chegava ao placar da vitória.

    No segundo tempo, o Timão faria três substituições: já no intervalo, Mendoza substitui Vágner Love (mais uma vez desaparecido, ainda que menos atrapalhado); aos 15, Bruno Henrique toma o lugar de Jadson, sobrecarregado na armação; e aos 24, Danilo entra no lugar de Renato Augusto, que foi bastante caçado em campo e sentia dores.

    Mendoza seria o pivô do segundo momento mais importante da noite: o colombiano está na lateral direita do ataque corinthiano. Sofre duas faltas em sequência. Na segunda, a bola já estava fora de disputa e o atleta além dos limites de campo. Claramente empurrado por Luís Fabiano, vira-se de forma ríspida, atingindo o braço do atacante.

    Luís Fabiano, inspirado em Rivaldo, leva as mãos ao rosto e deita em campo. Discussão, pressão dos são-paulinos.

    Depois de alguns minutos de confusão, Meira Ricci toma sua decisão: Mendoza é expulso DIRETO, por (tentativa de) agressão. Luís Fabiano, que recebera amarelo minutos antes por reclamação, recebe a segunda advertência, por… simulação.

    Espera aí! Se simulou não houve agressão; se houve agressão não houve simulação! Um é expulso direto (sem direito a revisão, portanto); o outro é expulso por conta aritmética…

    E agora, Aidar?

    É isso: eliminação no Paulista e “água no chopp” da classificação da Libertadores: uma semana para palmeirense, são-paulino e “anti” nenhum botar defeito!

    Mas aqui é Corinthians: como disse Elias em entrevista pós-jogo, “nossa equipe nunca foi de se abater”.

    Os retornos de Paolo Guerrero e do lateral Fábio Santos (sofreu contusão no final de fevereiro) darão novo combustível ao time, que tem duas semanas para dar descanso a alguns jogadores e retomar o fôlego do início da campanha, enfrentando o Guarani, no Paraguay.

    Vai, Corinthians!

    Marcel Pilatti


  • La mano de Francisco

    O Corinthians segue absoluto na temporada 2015: são 23 jogos oficiais seguidos sem derrota. Somando-se a última partida válida por competição, são 24 duelos em que o time está invicto.

    Em casa, na Libertadores, a última derrota aconteceu na dolorosa edição de 2006 – desde então, são 20 jogos como mandante na competição, e nenhuma derrota. Outra sequência se dá em Itaquera: em 31 partidas oficiais, a única derrota foi a partida inaugural.

    No entanto, isso não significa que o time não tenha seus percalços e não titubeie em alguns momentos.

    Na última quinta-feira, o Timão começava bem: recorde de público em Itaquera.

    Nos bastidores, torcedores do São Paulo se viam numa situação delicada: embora afirmassem que “jamais torceriam” pelo Timão (e o próprio Rogério Ceni chegou a usar essas palavras), ao mesmo tempo “acusavam” o Corinthians de possivelmente facilitar para o San Lorenzo, ainda antes do jogo.

    O Timão foi a campo com o já tradicional 4-1-4-1: Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf; Jadson, Renato Augusto, Elias e Emerson Sheik; Vágner Love.

    A partida foi bastante semelhante à primeira, em Buenos Aires: jogo bastante aberto, com as duas equipes se defendendo bem e contra-atacando rapidamente. De diferente, porém, a menor quantidade de chances reais de gol.

    O Timão sentiu bastante a falta de Paolo Guerrero, especialmente por conta da partida abaixo da média protagonizada por Vágner Love: o atacante errou bolas fáceis, teve dificuldade em domínio de bolas lançadas, e não conseguia acelerar as jogadas em dribles curtos.

    As melhores chances corinthianas vieram com Renato Augusto, no primeiro tempo (em dois lances de rebote, um quase na pequena área e outro de fora), e com Jadson, de falta, na etapa complementar. O San Lorenzo ameaçou de verdade apenas no primeiro tempo, em duas falhas individuais – Gil, após lançamento, e Felipe, em escanteio – da zaga do Timão.

    Renato Augusto foi eleito o melhor da partida
    Renato Augusto foi eleito o melhor da partida

    Na etapa final, o Corinthians realizou suas substituições: aos 15 Danilo entrou no lugar do atabalhoado Love, e nos minutos finais Mendoza substituiu Émerson Sheik. Nada que modificasse o placar.

    Com o empate sem gols, o Timão garantiu sua passagem às oitavas e ainda por cima na primeira colocação.

    Já o “time do Papa” conseguiu feito raro: não sofreu gols na Arena Corinthians. Mais que isso, manteve vivas e reais suas chances de classificação: deve vencer o Danubio, em casa, e torcer para que o Corinthians vença o São Paulo.

    Para os torcedores do clube de Almagro, esse parece um milagre menor para quem conseguiu sua primeira Libertadores e voltou a vencer o campeonato argentino após mais de uma década desde que Francisco I assumiu o pontificado.

    E para o corinthiano, colaborar com mais essa “bênção” será muito gratificante.

    Vai, Corinthians! 

    Marcel Pilatti


  • Danúbio Azul

    A equipe corinthiana apresenta, hoje, um nível de excelência no futebol brasileiro: nenhum outro time do país consegue unir tamanha eficiência e qualidade técnica. Isso posto, assistir a nova vitória do Timão diante do Danúbio foi como observar uma apresentação daquela famosa valsa de Strauss — relembre aqui: movimentos sincronizados, notas limpas, sonoridade perfeita.

    É claro que se trata de um adversário bastante frágil (perdeu todos os 4 jogos disputados, e conseguiu marcar gols somente como mandante), mas esse tipo de situação tem se repetido ao longo de 2015. Como na estreia na fase de grupos, diante do SPFC, somente o Corinthians jogou. E um jogador em especial jogou como nunca.

    O Timão foi a campo com: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto e Emerson; Guerrero 

    Logo no início da partida, Emerson recebe em profundidade na esquerda, se aproxima da área e cruza rasteiro para Paolo Guerrero. O peruano, muito marcado, finaliza e o goleiro defende; no rebote, Elias tenta a finalização cercado por vários adversários.

    Poucos minutos depois, lance parecido: Uendel recebe na linha de fundo e cruza para trás; Jadson faz o corta-luz e Emerson Sheik entra para definir. Nova defesa do goleiro uruguaio. Em novo ataque, aos 25 minutos, Guerrero recebe na entrada da área e é derrubado. Falta. Jadson cobra no melhor estilo Neto/Marcelinho e coloca a bola no ângulo direito. Golaço.

    Em uma das poucas vezes em que se pode dizer que o Danúbio foi ao ataque, Felipe despacha a bola para o meio de campo dando início a um contra ataque mortal: de costas, Guerrero mata bola já realizando um passe milimétrico para Jadson, na meia direita. O camisa dez retarda o passe aguardando Elias avançar e lança o meia, que foge da falta e cruza para Guerrero cabecear: outro lindo gol do Timão.

    Guerrero marca o segundo gol do Timão

    Entre o chutão de Felipe e o cabeceio de Guerrero, 13 segundos e 9 toques na bola. Foi como na valsa: Pa-ra-ra-ram… Pam-pam! Pam-pam!

    Logo no início da etapa complementar, um quase replay do segundo gol: outra vez Felipe despacha a bola, outra vez Guerrero a domina. Agora, o passe é para Renato Augusto, que manda a bola para Emerson. Sheik cruza na medida e Guerrero, sem pulo, finaliza sem chances para o goleiro adversário.

    Nos 20 minutos seguintes, o Timão diminuiu o ritmo, mas sem jamais ser ameaçado. Aos 22, falta na ponta direita. Jadson cruza e… Guerrero, no que provavelmente seria pênalti,  finaliza já quase deitado. Terceiro gol do peruano no jogo, seu primeiro hat-trick com a camisa do Timão (são 53 até agora).

    As substituições aconteceram somente na reta final da partida: aos 28 minutos, Edu Dracena entra no lugar de Felipe; aos 34, Elias dá lugar a Petros; e aos 41, Vágner Love substitui Emerson. Quase nos acréscimos, o camisa 29 acerta a trave em rebote de chute de Petros.

    Agora, na Libertadores, são 6 jogos, 5 vitórias e 1 empate. 14 gols marcados e apenas 2 sofridos. O Corinthians chegou à sua 21ª partida invicto ao longo do ano. Em jogos válidos por competições oficiais, a última derrota corinthiana foi em 30 de novembro de 2014. Parece que foi no tempo de Strauss.

    Vai, Corinthians!

    Marcel Pilatti

    PS: Desnecessário dar alguma importância, mas apenas para mencionar, tivemos um caso de injúria racial contra Elias. Mas o Corinthians é o time do povo: é preto e branco.


  • Danúbio e o Manto Negro

    O Rio Danúbio nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e termina no Mar Negro, em território da Romênia. É, portanto, limitado por duas forças da natureza associadas a uma mesma cor.

    Corinthians e Danúbio, do Uruguai, haviam se enfrentado apenas uma vez na história: o duelo aconteceu na Copa do Atlântico – um dos torneios precursores da Libertadores – de 1956: no Pacaembu, empate no tempo normal por 2 a 2, e classificação corinthiana após sorteio. A sorte, portanto, estava do lado do Manto Negro.

    59 anos depois, as equipes voltam a se encontrar, desta vez no Uruguai.

    A diretoria, antes do começo da partida, já apontava para aquela que seria uma das principais dificuldades do time na partida: a baixa qualidade do estádio e do gramado do Danúbio. Para aumentar a contrariedade, os torcedores corinthianos teriam de pagar quatro vezes mais pelos ingressos. No entanto, como diz o ditado, jogo se ganha no campo.

    Novamente, Tite adotou o esquema 4-1-4-1. A equipe foi a campo com: Cássio, Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf; Elias, Renato Augusto, Jadson e Emerson; Guerrero.

    O primeiro tempo foi bastante fraco, com poucos lances de perigo dos dois lados. Muitas faltas de ataque. No começo, o Danubio conseguiu uma boa chance em cruzamento, mas Cassio fez bela defesa. Do lado corinthiano, apenas Guerrero conseguia algo diferente.

    Aos 27 minutos, uma chance boa para o Coringão: Jadson e Uendel tabelam, o lateral tenta por cobertura, a zaga adversária afasta e, no rebote, Sheik chuta com perigo.

    Doze minutos depois, um lance capital: Elias lança Guerrero que, já dentro da área, dribla o zagueiro uruguaio e e é derrubado. Pênalti claro. Para todos, menos para o árbitro chileno.

    No segundo tempo, o Corinthians ainda tem dificuldades de início, e as chances mais claras são do Danúbio.

    Aos 16 minutos, porém, novo pênalti para o Timão. Desta vez, o juiz assinalou. Sem o cobrador oficial de penalidades – Fábio Santos -, Guerrero chega na bola, mas a cobrança fica a cargo de Renato Augusto. O meia isola: chute alto, à direita do goleiro.

    Parecia uma chance perdida, e o empate seria o destino. Mas apenas oito minutos depois, Fagner recebe passe de Jadson e, com velocidade, cruza para Guerrero: o peruano engana o zagueiro, antecipa-se e bate de sem pulo. Lindo gol.

    Mais um golaço do Timão na Libertadores!

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    Guerrero comemora o primeiro gol do Timão

    Nesse momento acontece a única substituição do Corinthians: Renato Augusto dá lugar a Danilo. O meia, famoso por seu controle da bola (Zidanilo, para os torcedores), passa a ditar o ritmo de jogo.

    Aos 32 minutos, Graví faz dura falta em Guerrero, do lado direito. Jadson cruza na medida para o zagueiro Felipe cabecear. Segundo gol do defensor, tão questionado, nessa Libertadores.

    A vitória estava assegurada, e o Timão ia completando seu sétimo jogo consecutivo sem sofrer gol… Até que um vacilo na intermediária, já nos acréscimos, permite a Barreto dar bela arrancada, passar por quatro defensores, e marcar um golaço.

    Mas é aquilo: 2 a 0 ou 2 a 1 valem três pontos. E o Corinthians não perde em jogos oficiais desde novembro.

    Como 59 anos antes, a sorte estava do lado do Timão, e Danúbio mais uma vez padece diante do negro. O alvi-negro de Parque São Jorge. Ou Itaquera.

    Vai, Corinthians!

    Marcel Pilatti


  • O fim do jejum

    Até entrar em campo na última quarta-feira (04), o Corinthians vinha de um péssimo retrospecto enfrentando times argentinos no solo rival em competições oficiais: somando-se Libertadores da América, Copa Mercosul e Copa Sul-Americana, houve um total de 15 partidas com 11 derrotas, 2 empates e apenas 2 vitórias. 28 gols sofridos, 15 marcados. Se levados em conta somente os resultados da Libertadores, 1 empate e 5 derrotas.

    Porém, um bom presságio: a última vitória corinthiana em solo hermano havia acontecido diante do mesmo San Lorenzo, em 2001, pela Copa Mercosul. Outro ponto que gerava otimismo era a ausência de torcida no estádio Nuevo Gasómetro: em punição semelhante à ocorrida com o Timão em 2013, o “time do Papa” seria mandante sem torcedores para apoiar.

    Jogadores de clubes argentinos possuem o velho estigma da “catimba”, misturando simulações, provocações e alguma violência. No entanto, tais atitudes são bastante inflamadas com a presença dos “hinchas“. Sem eles, acontece um jogo muito mais solto, mas igualmente complicado.

    O Timão foi a campo com: Cássio; Fagner, Edu Dracena, Gil e Uendel; Ralf, Renato Augusto, Jadson, Danilo e Elias; Mendoza.

    Nos primeiros 15 minutos de partida, o Corinthians praticamente se manteve atrás do meio de campo. Uendel e Dracena, ambos sem ritmo de jogo, deram algum espaço para os rivais. Logo no início, uma bola cruzada na área trouxe grande perigo à defesa alvinegra em cabeceio de Blanco. A partir dali, o Coringão foi se ajeitando e arrumando os espaços no setor defensivo.

    A primeira boa chance do Corinthians veio aos 32 minutos: Elias recebeu passe de Renato Augusto e lançou Danilo, partindo em velocidade. Danilo conseguiu uma boa finta e, com o pé “ruim”, cruzou na medida para o camisa 7 cabecear. Ótima defesa do goleiro adversário.

    No segundo tempo o Timão faria três substituições: já no intervalo, Cristian entrou no lugar de Renato Augusto, que sofreu uma falta e ficou com dores no tornozelo; Petros substituiu Mendoza no início da etapa; e já no final do jogo Jadson deu lugar a Edilson, reforçando a parte defensiva.

    Logo aos 10 minutos, a chance mais clara do clube argentino: Quignón cruzou e Mattos, um pouco desequilibrado, acertou a trave. Na sequência do lance, escanteio. Cruzamento na medida para Mattos cabecear rente à trave.

    Nove minutos depois, Cassio cobra um tiro de meta que acabou se tornando um lançamento: Elias recebeu a bola do goleiro no meio de campo, driblou dois jogadores de uma só vez e partiu em velocidade. Petros o acompanhava pela direita e se posicionou para receber o passe. Elias tentou, mas o zagueiro argentino cortou e, na verdade, acabou “tabelando” com o meia, que chutou de primeira, com força, no ângulo direito do goleiro.

    Mais um gol corinthiano na Libertadores, mais um golaço, mais um de Elias.

    O San Lorenzo voltaria a pressionar, e a melhor chance aconteceu aos 36 minutos: Alan Ruiz arriscou de longe, Cassio rebateu e a bola sobrou para Cauteruccio, que chutou por cima do gol. Mais algumas chances da equipe argentina se sucederam naqueles minutos. Aos 39, Cassio operou verdadeiro milagre em chute sem pulo de Cauteruccio.

    14 anos depois, o Corinthians sai com uma vitória na Argentina, tendo arriscado quando necessário e trabalhado de forma pragmática na maior parte do tempo. Abusando dos clichês, o Timão hoje é uma equipe extremamente equilibrada em todos os setores.

    A vitória em Buenos Aires foi o triunfo de um time que já está “cascudo” e que sabe segurar jogos e aproveitar erros dos adversários. Exatamente como os argentinos sempre fizeram contra os brazucas.

    O Timão agora lidera de forma isolada o seu grupo, e tem a melhor defesa da competição. Mais que isso, permanece invicto em jogos oficiais na temporada 2015.

    Vai, Corinthians!

    Marcel Pilatti


  • Um ótimo começo

    Corinthians e São Paulo jamais haviam se enfrentado pela Taça Libertadores de América, mesmo participando de algumas edições (2006, 2010, 2013) ao mesmo tempo. Nesse sentido, o jogo já seria histórico. E fez valer a história do clássico.

    Com a suspensão de Paolo Guerrero, expulso no primeiro confronto pela Pré-Libertadores diante do Once Caldas, temia-se que a equipe perdesse seu poder ofensivo. Mas não: Tite optou por escalar Danilo na posição do peruano – já fizera isso no segundo jogo, na Colômbia – e manteve o 4-1-4-1, que afirma ter sido inspirado no Real Madrid (confira clicando aqui ótima análise do esquema).

    O Timão entrou em campo com: Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Fábio Santos; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto e Emerson; Danilo.

    Basicamente, com essa formação o Corinthians ganha em dois pontos fundamentais: aumenta a troca de passes no meio de campo (tanto em quantidade quanto em eficiência), e consegue diferentes avanços à área adversária, uma vez que são 5 jogadores com algumas características semelhantes.

    As duas coisas aconteceram logo no início do primeiro tempo: embalados pela presença maciça da torcida (recorde de público na Nova Arena), Fagner lança Jadson, que chuta cruzado; a bola espirra e sobra para Fábio Santos chutar com perigo. Poucos minutos depois, excelente triangulação de Danilo, Elias e Jadson resultou em passe à la Messi do camisa 10 para o camisa 7 que, com perfeição no timing, chutou de primeira na entrada da área: Corinthians 1×0.

    Na sequência da primeira etapa, o Timão desacelerou, mas o SPFC não fez nada para elevar o nível do jogo (só chegou a assustar, e muito timidamente, com escanteios): como resultado, uma primeira etapa que começou fervendo terminou morna.

    Porém, mesmo que sem modificações no “onze ideal”, o Corinthians voltou mais forte para o segundo tempo. Houve, pelo menos, duas chances claras de gol. O São Paulo não chegou à área corinthiana NENHUMA vez.

    Na metade da segunda etapa, Emerson Sheik disputa bola na intermediária defensiva (a maioria das opiniões aponta para falta do camisa 11) derrubando o adversário, e inicia contra-ataque mortal: três defensores são-paulinos firmam-se no atacante corinthiano e deixam Jadson avançar livre pela direita.

    Em nova demonstração de tempo de bola apurado, Sheik cruza rasteiro para o camisa 10, que entra na área e dá corte clássico no defensor adversário (Reinaldo caiu sentado) e conclui – fraco – com a perna esquerda. Rogério Ceni, marcado por diversas falhas contra o Timão, ainda toca na bola mas não evita o gol: Corinthians 2×0.

    Nos 25 minutos finais, só deu Corinthians: Danilo se posicionou perfeitamente, em passes de Fagner, Renato Augusto e Elias, mas os chutes não foram tão bons: um rasteiro e sem muita força, outros dois excessivamente altos.

    Uma vitória incontestável, e que dá muito ânimo para essa longa 56a. edição da Libertadores: com a Copa América, em junho, as semifinais só acontecerão em julho e a decisão será em agosto. Tempo para o Timão ficar ainda mais entrosado e calibrado.

    Valeu, Corinthians!

    Rumo à segunda conquista da América.

    Marcel Pilatti


  • O adeus de Mano e o retorno de Tite

    Um ano após deixar o clube, Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, retorna ao Corinthians.

    Segundo treinador que mais dirigiu o clube e maior vencedor de títulos à frente da equipe, o gaúcho tem tudo para aumentar ainda mais seus recordes no comando do Timão. Sua despedida (no Pacaembu), após a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013, deixou claro que o técnico se tornou um verdadeiro ídolo do clube.

    No entanto, Tite está longe de ser unanimidade.

    Duas grandes críticas são feitas a ele: uma, pontual, diz que “o time não joga bonito”, “há muita retranca”, etc. O curioso, nesse caso, é que são críticas vindas de quem geralmente cobra a seleção de 1982, por exemplo, por não ter ganhado a Copa, ou quem minoriza a história de Rivellino no Timão, apontando sua ausência de títulos com a camisa alvinegra.

    Também, é claro, nenhum desses críticos trocaria um time “ofensivo” pela primeira Libertadores ou pelo Mundial do Japão.

    A outra crítica feita ao trabalho de Tite se refere a uma suposta falta de criatividade e inovação, caracterizando-o como um “sortudo” que “soube aproveitar” boas heranças deixadas em trabalhos anteriores.

    Na entrevista coletiva após a partida Corinthians 2×1 Criciúma – última rodada do Campeonato Brasileiro de 2014 –, um jornalista tentou arrancar de Mano Menezes algum ataque direto a Tite, ou alguma palavra que o considerasse esse “aproveitador”.

    – ‘Como fica pra você ver novamente o mesmo filme se repetindo, em 2010 você deixou o clube tendo feito uma reformulação, para uma pessoa depois brilhar com essa equipe, e agora, novamente fazendo a reformulação, e a mesma pessoa vai assumir?…

    Mano foi nobre ao não citar o nome de seu provável sucessor e muito menos dar a ele essas características. E outra coisa: o técnico que substitui Mano, agora, não é o mesmo que o substituíra em 2010. Ou ninguém se lembra do terrível Adílson Batista?

    Adílson comandou o Timão entre meados de julho e final de outubro daquele ano. Nesse período, pegou uma equipe que liderava e estava invicta em casa e a fez emendar uma série sem vitórias e deixou-a fora da zona de Libertadores.

    Foi esse o Corinthians que Tite assumiu.

    Façamos um retrospecto do campeonato Brasileiro de 2010:

    BRASILEIRO 2010

    MANO

    TITE

    Rodadas

    11 (1ª a 11ª)

    8 (31ª a 38ª)

    Desempenho

    7V 3E 1D

    5V 3E 0D

    Pontos

    24

    18

    Aproveitamento

    72,7%

    75%

    Gols marcados

    20

    13

    Média

    1,81

    1,63

    Gols sofridos

    12

    3

    Média

    1,09

    0,38

    Em casa

    6V (100%)

    4V (100%)

    Fora de casa

    1V 3E 1D (40%)

    1V 3E (50%)

    Primeiros 10 colocados

    5V 1E (88,9%)

    3V (100%)

    Últimos 10 colocados

    2V 2E 1D (53,3%)

    2V 3E (60%)


    Obs.: entre a saída de Mano Menezes (julho) e a chegada de Tite (outubro), o Corinthians foi comandado por Adilson Batista, que obteve os seguintes números: 18 jogos (12ª a 29ª rodadas), 7 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. 25 pontos em 54 disputados. Aproveitamento de 46,3%. Na 30ª rodada (empate) assumiu o interino Fábio Carlille.

    Se desenhássemos, veríamos os desempenhos de Mano e Tite muito próximos, e o de Adílson discrepante.

    grafico_tecnicos

    Tite assume o Corinthians numa reta final de Campeonato, com o time completamente em crise técnica e arriscando fazer vergonha no ano de Centenário. Assume um time que perdeu de Atlético Goianiense em casa e estreia justamente no clássico de maior rivalidade. E vence o Palmeiras.

    A equipe não sofre derrotas e leva apenas três gols, sendo um de pênalti e outro em falha individual do goleiro.

    Porém, essa sequência de resultados deixou o Timão na terceira colocação do certame, sendo obrigado a participar da pré-Libertadores, o que afetaria toda uma programação para a temporada seguinte. Basicamente, desde que retornara ao Corinthians Tite não teve tempo para REALIZAR trabalhos: sempre foram jogos decisivos, e que demandavam vitórias urgentes.

    Os jogos da fase classificatória aconteceram ainda em janeiro. E o resultado todos sabem: a tragédia na Colômbia, contra o Tolima.

    Aquele foi o momento mais baixo da trajetória de Tite no Corinthians, e um dos piores da história recente da equipe. 99,99% dos torcedores o queriam fora da equipe. Mas o técnico foi mantido. Jogadores foram embora. Jogadores se aposentaram. Jogadores foram contratados. Jogadores saíram do banco de reservas. Nova filosofia de trabalho foi implantada. Novo esquema tático foi adotado.

    [Leia, clicando aqui, excelente entrevista de Tite relembrando o fatídico momento]

    E, a partir dali, uma sequência que somente outros 6 clubes a nível mundial conseguiram: título da Liga Nacional, do Torneio Continental, do Mundial de Clubes e da Recopa.

    Entre o time que venceu a finalíssima diante do Chelsea em 2012 e aquele que Tite assumiu na reta final do Brasileirão de 2010, pouquíssimas semelhanças: somente Alessandro, Chicão, Ralf e Paulinho eram titulares nas duas ocasiões.

    Paulinho, cerne da equipe que triunfou em 2012, foi “descoberto” e contratado por Mano: mas só se tornou protagonista com Tite. Da mesma forma, o Guerrero que chegou em 2012 e brilhou no mundial com Tite passou a ser peça-chave da equipe apenas na campanha do Brasileirão em 2014, com Mano.

    De certa forma, os trabalhos de Mano e Tite se completam. No entanto, parece que é o gaúcho mais velho (Tite é de 1961, Mano de 1962) quem tem mais a cara do Corinthians.

    Como disse Charles Gavin, “ele é o nosso Alex Fergusson”.

    Valeu, Mano! Seja bem-vindo de volta, Tite!

     Marcel Pilatti


  • O ano está só começando…

    Ainda não parei para escrever sobre a eliminação do Corinthians na Libertadores e sobre o novo título paulista.

    Sobre a Libertadores, não tenho muito o que comentar. Removeram o Corinthians. Não foi erro. Foi roubo. E ponto.

    Sinceramente, é uma Libertadores para se esquecer. Afinal, já começou errada, com a morte do menino Kevin Espada. Depois, um Pacaembu vazio e silencioso. E por fim, a palhaçada da arbitragem no jogo contra o Boca.

    O acontecimento mais bonito e emocionante para o Timão nessa Libertadores aconteceu quando o time já não estava mais nela: o que a torcida fez no Pacaembu após o apito final é coisa de ser lembrada eternamente. Eu estava lá no Pacaembu e posso afirmar que foi uma das maiores emoções que vivi num estádio. Foi uma demonstração de gratidão. De agradecimento por tudo o que o time ganhou nos últimos tempos.

    Pacaembu vazio: algo não está certo
    Pacaembu vazio: algo não está certo

     

    E então nos sobrou o “Paulistinha”, como é pejorativamente chamado hoje o Campeonato mais tradicional do futebol brasileiro. Um campeonato que está arcaico, cansativo e chato. Que não tem mais o respeito dos torcedores. Mas o corinthiano não vê campeonato. Ele não torce para a Libertadores, para o Brasileiro. Ele torce para o Corinthians. Se bem que tem muito corinthiano novo por aí que só quer saber de Libertadores, etc, etc… parem com isso. Torçam para ao Corinthians.

    Bom, pensando por outro lado, o próprio time do Corinthians não estava nem aí pro Paulista. Basta ver os jogos da primeira fase para perceber a “vontade” com que os jogadores atuavam nas partidas. Olhando agora, com o título ganho, refletimos: “E não é que o time estava certo? Jogou quando era pra valer. De nada adiantaria se esforçar, jogar a vida, se o regulamento não traria tantos benefícios para os primeiros colocados.”

    Na final, contra o Santos, era notável e superioridade do Timão. Tinha total condições de ter vencido facilmente as duas partidas. Só não o fez por falta de pontaria e objetividade.

    Todo Poderoso Timão – Campeonato Paulista de 2013

    Corinthians, Campeão Paulista de 2013
    Corinthians, Campeão Paulista de 2013

     

    Conclusão final do Paulista: A fórmula do precisa mudar. Urgente. Tenho a minha fórmula de disputa na cabeça: 20 times, separados em 4 grupos de 5. Todos contra todos, ida e volta. O primeiro de cada grupo se classifica para a semifinal, e depois final. Ida e volta ambas as fases. 12 jogos no total , muito menos cansativo e muito mais interessante e empolgante.

    Porém, eu duvido que mude alguma coisa. A politicagem e o jogo de interesse entre as partes envolvidas são muito grandes para olharem o que é bom para o torcedor.

    Mas voltando para o Corinthians: Agora é ir com força total para o Brasileirão e Copa do Brasil. Sem nenhum campeonato paralelo, o Timão tem grande potencial para chegar ao Hexa Brasileiro. E tem elenco para ganhar a Copa do Brasil também. Isso sem falar na Recopa… rsrs

    Enfim, o ano está só começando. Muita emoção vem por aí!

    Vai, Corinthians!


  • É hora de ser Corinthians!

    Ponte Preta x Corinthians, quartas de final do Paulista, em Campinas.

    Corinthians x Boca Juniors, oitavas de final da Libertadores.

    Três belos jogos que vão servir para testar a força do Corinthians nessa temporada.

    No Paulistão, o Corinthians fez uma campanha monótoma, com diversos empates sem graça e sem raça. Falando o português claro: empurrou com a barriga, deixando o torcedor bronqueado em diversas oportunidades com a falta de vontade em campo.

    Na Libertadores a coisa foi diferente, com a campanha muito parecida com a do ano passado, claro, trocando o empate pela derrota, no México.

    E agora chegou a hora do “vâmu ve”. A Ponte Preta fez uma bela campanha e tem um time muito bem montado. Jogar em Campinas não será fácil. O Corinthians vai ter que mostrar porque é o Campeão do Mundo e ir pra cima, jogar o que sabe (e sabe muito!) e voltar pra casa com a classificação.

    E contra o Boca… ah, o Boca… boas lembranças o time argentino traz ao torcedor corinthiano. Falam por aí que o time argentino tá ruim, não tá com nada… Meu amigo, calma. O Corinthians vai ter que jogar muita bola. Se jogar o que sabe, classifica, mas serão dois jogos difíceis. Afinal, Boca é Boca…

    Enfim, agora é a hora da verdade. É hora de ser Corinthians, o Campeão do Mundo!

    Vai Corinthians!

    vai-corinthians-6


  • O caldeirão da Fiel

    Na última quarta-feira, 13 de março, a Fiel viveu mais uma noite inesquecível no Pacaembu.

    Foi o primeiro jogo do Corinthians em casa, pela Libertadores, com torcida, após o título continental.

    E foi só festa: estádio cheio, mosaico, time jogando bem e vitória fácil por 3 x 0 sobre o Tijuana do México, deixando o time mais confortável na tabela de classificação.

    Time e torcida: união que faz os adversários tremerem

    O “fator Pacaembu” foi fundamental para isso.

    O Corinthians já jogou 35 vezes no estádio pela competição. São 29 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, o que dá um fantástico aproveitamento de 85,7%.

    Para se ter uma ideia, o aproveitamento do Corinthians jogando no Morumbi, também pela Libertadores, é de apenas 53,8%.

    Isso mostra a força do Timão jogando na sua “casa”.

    Tudo começou na Libertadores de 1977, onde o time fez apenas um jogo do estádio, vencendo o Deportivo Cuenca, do Equador, por 4 x 0.

    Na edição de 1991, apenas um jogo novamente e a primeira derrota: 2 x 0 para o Flamengo.

    Em 1996, o Corinthians jogou todos os jogos em casa no Pacaembu, caindo para o Grêmio nas quartas de final, quando sofreu a sua segunda derrota: 3 x 0.

    Em 1999, 2000 e 2003, o Corinthians jogou no Pacaembu e Morumbi, com o estádio do São Paulo sendo usado, na maioria das vezes, nas partidas mais importantes e decisivas. As eliminações nessas três edições aconteceram com jogos no Morumbi. Em 2003, inclusive, o Corinthians jogou pela última vez no Morumbi, na derrota para o River Plate, quando caiu nas oitavas de final.

    Depois da fatídica eliminação, novamente para o River Plate, em 2006, quando o Pacaembu literalmente virou um caldeirão prestes a explodir, o Timão não mais perdeu em casa pela Libertadores.

    2006, contra o River Plate: noite de terror no Pacaembu
    2006, contra o River Plate: noite de terror no Pacaembu

    De lá pra cá, o Pacaembu virou um verdadeiro caldeirão para o Timão, com 14 jogos, 12 vitórias e 2 empates.

    Em 2012, foi o palco do sonhado título inédito conquistado pelo Coringão.

    04/07/2012, Pacaembu: a libertação de um povo
    Pacaembu, em 04.07.12: a libertação de um povo

    Abaixo, todos os jogos do Corinthians no Pacaembu, pela Libertadores:

    04/05/1977 Corinthians 4 X 0 Deportivo Cuenca (Equador)

    20/03/1991 Corinthians 0 X 2 Flamengo (RJ)

    13/03/1996 Corinthians 3 X 0 Botafogo (RJ)
    29/03/1996 Corinthians 3 X 1 Universidad Católica (Chile)
    16/04/1996 Corinthians 3 X 1 Universidad De Chile (Chile)
    08/05/1996 Corinthians 2 X 0 Espoli (Equador)
    15/05/1996 Corinthians 0 X 3 Grêmio (RS)

    10/03/1999 Corinthians 8 X 2 Cerro Porteño (Paraguai)
    09/04/1999 Corinthians 4 X 0 Olimpia (Paraguai)
    21/04/1999 Corinthians 5 X 2 Jorge Wilstermann (Bolívia)

    03/03/2000 Corinthians 6 X 0 Ldu (Equador)
    05/04/2000 Corinthians 2 X 1 América (México)
    19/04/2000 Corinthians 5 X 4 Olimpia (Paraguai)
    09/05/2000 Corinthians 3 X 2 Rosario Central (Argentina)

    05/02/2003 Corinthians 1 X 0 Cruz Azul (México)
    11/03/2003 Corinthians 4 X 1 The Strongest (Bolívia)
    02/04/2003 Corinthians 6 X 1 Fénix (Uruguai)

    22/02/2006 Corinthians 2 X 2 Universidad Católica (Chile)
    22/03/2006 Corinthians 1 X 0 Tigres (México)
    19/04/2006 Corinthians 3 X 0 Deportivo Cali (Colômbia)
    04/05/2006 Corinthians 1 X 3 River Plate (Argentina)

    24/02/2010 Corinthians 2 X 1 Racing (Uruguai)
    01/04/2010 Corinthians 2 X 1 Cerro Porteño (Paraguai)
    22/04/2010 Corinthians 1 X 0 Independiente Medellín (Colômbia)
    05/05/2010 Corinthians 2 X 1 Flamengo (RJ)

    26/01/2011 Corinthians 0 X 0 Deportes Tolima (Colômbia)

    07/03/2012 Corinthians 2 X 0 Nacional (Paraguai)
    21/03/2012 Corinthians 1 X 0 Cruz Azul (México)
    18/04/2012 Corinthians 6 X 0 Deportivo Táchira (Venezuela)
    09/05/2012 Corinthians 3 X 0 Emelec (Equador)
    23/05/2012 Corinthians 1 X 0 Vasco Da Gama (RJ)
    20/06/2012 Corinthians 1 X 1 Santos (SP)
    04/07/2012 Corinthians 2 X 0 Boca Juniors (Argentina)

    27/02/2013 Corinthians 2 X 0 Millonarios (Colômbia)
    13/03/2013 Corinthians 3 X 0 Tijuana (México)

    Contra o San José, no dia 10 de abril, o Corinthians alcançará sua 30ª vitória jogando no Estádio Municipal.

    O eterno Caldeirão da Fiel!

    #VaiCorinthians