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  • “O maior da história”

    Nas mais diversas modalidades desportivas, quando se fala em “maior nome da história“, geralmente se pensa em dois aspectos: o primeiro deles é mais objetivo, e se refere às conquistas, à totalidade dos números, vitórias, títulos, premiações, à constância nas disputas, ao domínio estatístico; o outro é subjetivo e fala da importância do personagem, contexto, influência, contribuições históricas, carisma, espetáculo, além da opinião de especialistas da área.

    Raramente os dois aspectos se unem, e é isso o que gera acalorados e intermináveis debates.

    No tênis e no futebol aparecem casos de atletas que conseguiram dominar tanto objetiva quanto subjetivamente: Pelé é o único a vencer 3 Copas do Mundo, enquanto Federer é o que mais ganhou Grand Slams. Mais que isso, porém, foram absolutamente inovadores em suas épocas, dando a impressão de estarem “à frente do tempo”.

    No atletismo e na natação, com Usain Bolt e Michael Phelps, vemos exemplos em que os atletas, impulsionados por um período no qual a mídia passou a finalmente dar destaque maior a certas modalidades, alçaram a posição máxima justamente pelas constantes e massivas conquistas – especialmente nos Jogos Olímpicos.

    Já na NBA e na F1 temos o oposto: Michael Jordan e Ayrton Senna não são os maiores vencedores das categorias, mas geralmente são citados como os principais nomes das mesmas por conta da época e da forma em que atuaram: marcaram o período de expansão da marca, e são muito lembrados pela plasticidade e pela superação que protagonizaram.

    Longe dos recordes, mas no topo do esporte
    Longe dos recordes, mas no topo do esporte

    ***

    O eminente título do Campeonato Brasileiro de 2015 será o sexto conquistado pelo Corinthians na competição e o sexto da carreira de Tite no comando da equipe. Quando do triunfo da Recopa Sul-Americana, em 2013, Tite ultrapassou Osvaldo Brandão para se tornar o técnico com mais títulos à frente do clube.

    Confira a lista:

    1- Tite (2 Brasileiros, 1 Paulista, 1 Libertadores, 1 Recopa e 1 Mundial) — 6
    2- Brandão (2 Paulistas e 2 Rio-São Paulo) — 4
    3- Rato (2 Paulistas e 1 Rio-São Paulo), Nelsinho Baptista (1 Brasileiro, 1 Supercopa e 1 Paulista), Oswaldo de Oliveira (1 Paulista, 1 Brasileiro e 1 Mundial) e Mano Menezes (1 Série B, 1 Paulista e 1 Copa do Brasil) — 3

    Como se vê, só os títulos não contam a história toda: Nelsinho e Oliveira têm números maiores do que os trabalhos que realizaram, enquanto Rato e Mano Menezes, e o próprio Brandão, ganharam menos do que poderiam e mereciam.

    Mas os que mais ganharam são, também, os dois que por mais tempo estiveram no comando: atualmente, Tite soma 338 partidas à frente do Corinthians (33ª rodada): está 97 jogos atrás de Osvaldo Brandão. No “clube dos 200” aparecem ainda Rato (256), Mano Menezes (248) e Amílcar Barbuy (240). Cumprindo seu contrato, Tite deve se tornar o primeiro a romper a marca de 500 jogos.

    Vejamos algumas marcas das equipes comandadas por Adenor Leonardo Bacchi:

    – 4ª maior série invicta da história do clube (26 jogos sem perder ao longo de 2015) — a maior sequência desde 1957;

    – Maior série invicta da história da Taça Libertadores de América (17 jogos entre 2012 e 2013);

    – 2ª maior série invicta do Campeonato Brasileiro de pontos corridos (17 jogos em 2015, 1 a menos que SPFC/2008 e CAP/2004) — a maior sequência da equipe na história da competição (desde 1971);

    – 2º melhor aproveitamento em início de Campeonato Brasileiro (93.3%, sendo 9 vitórias e 1 empate, em 2011) — melhor performance da história do clube no mesmo período;

    Outros números bastante significativos podem surgir do Brasileiro-2015: com mais sete pontos, será a maior pontuação do novo formato do Campeonato com 20 clubes. Além disso, o Corinthians pode se tornar o time com mais gols marcados e maior número de vitórias na história desta competição. Já a defesa não poderá chegar ao recorde: é apenas a segunda melhor dos últimos dez anos.

    ***

    A temporada atual foi um resumo da história de Tite no clube: começo meio desconfiado, início arrasador da Libertadores, duas eliminações em seguida, alguns questionamentos, a saída de diversos e fundamentais atletas, derrotas contundentes no início do Brasileiro…

    A equipe titular que iniciou a campanha na Libertadores-2015 tinha os seguintes atletas: Cássio, Fagner, Gil, Felipe, Fábio Santos, Ralf, Jadson, Elias, Renato Augusto, Emerson e Guerrero. 7 dos 11 foram contratações da equipe no período das grandes glórias (2011-2012), o que mostra o entrosamento absoluto do time – Ralf e Elias são ainda mais antigos, enquanto Jadson e Fagner já estavam na equipe desde o começo do ano anterior.

    Porém, no meio da temporada, três desses titulares saíram (Guerrero, Emerson e Fábio Santos), além de boas peças de reposição, como Petros. Em entrevista ao “Bola da Vez” Renato Augusto falou sobre o período crucial da temporada: “cheguei pro Tite e falei: ‘e aí, vai sair mais alguém?! Porque ainda dá tempo de eu pular fora…”“.

    Foi a fase que sucedeu a vexaminosa eliminação para o Guarany, do Paraguay, e que teve como momento mais duro a incontestável derrota para o Palmeiras (2 a 0) na Arena Corinthians.

    Não foram poucos, entre torcedores e imprensa, os que apontaram o Corinthians como “estagnado”, “decepção”, “obsoleto”. Houve quem fosse além e dissesse que a equipe lutaria para fugir do rebaixamento (sic).

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=WLaQrRvffBs&w=420&h=315]

    Diversas mudanças foram feitas. Novas contratações chegaram. Atletas foram promovidos da base. Outros, que vinham amargando a reserva, tiveram chances.

    E o time voltou a apresentar nível igual ou melhor do que aquele que encantou o país no primeiro trimestre – vale ler a crônica de PVC após a ótima vitória contra o Flamengo no Maracanã.

    Mas não parou por aí: na virada de turno do Brasileirão, muitas baixas.

    Luciano, que se tornara titular e vinha de 5 gols nos últimos 3 jogos, machucou o joelho e foi descartado da temporada. Uendel e Fagner, donos absolutos de suas posições, se machucaram dando lugar a improvisações (em vários jogos houve um “rodízio defensivo”), a um inexperiente Guilherme Arana e a um desacreditado Edílson.

    Bruno Henrique, que tomara a posição de Ralf, lesionou-se. Rildo, que fora contratado e se tornara uma espécie de “Tupãzinho 2015“, se machucou aos 3 minutos da primeira partida que começava como titular.

    E o time continuou jogando demais!

    Reflexo das mudanças táticas e de posicionamento (leia ótimo comparativo entre 2014 e 2015) daquele que é (re)conhecido como “o melhor meio de campo do país”.

    Será que isso significa que o técnico é foda?…

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=es5hMdiUPi0&w=420&h=315]

     

    Na entrevista coletiva do anúncio de seu retorno, Tite reconheceu que a ofensividade era seu ponto fraco e disse que buscou “trabalhos específicos ofensivos. Queria ter uma gama de trabalhos ofensivos maiores para acrescentar“. O treinador ainda prometeu “intensidade alta, com concentração e velocidade na sua execução“.

    Dez meses depois, o resultado está aí.

    2015 foi o ano que, de uma vez por todas, consagrou Tite como o maior treinador da história do Corinthians.

    E, como Pelé e Federer, ele tem a felicidade de ser, também, o maior vencedor.


  • “Pênalti para o Corinthians”

    [Para ler ouvindo: “Pode Chorar”, na versão de Alexandre Pires]

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    Piadinhas (“se eu tropeçar e cair na calçada, é pênalti pro Corinthians“), teorias da conspiração (“o campeonato brasileiro já está comprado a favor do Corinthians“), raiva (“time que só ganha roubado!”) e puro desconhecimento (“sempre marcam pênalti pro Corinthians, coisa chata“).

    Essa é a tônica da torcida brasileira ao comentar o Campeonato Brasileiro desde que o Corinthians (re)assumiu a ponta da tabela. Falsos dados se misturam a informações incompletas. O tradicional desprezo que o brasileiro comum tem pela pesquisa, pelo estudo e pela averiguação de informações se mistura ao fanatismo e à paixão unilateral dos torcedores de futebol.

    Resultado: desinformação.

    Até o momento — 31 rodadas completas, quase cinco meses de competição –, outros seis times tiveram  mais penalidades marcadas a seu favor (inclusive o campeão de reclamações, Atlético-MG), e outros cinco tiveram o mesmo número de marcações. Confira:

    Clubes com mais pênaltis marcados a favor no Brasileirão de 2015 (até a 31ª rodada):

    8 pênaltis
    Santos;
    7 pênaltis
    Goiás;
    5 pênaltis
    Atlético-MG, Avaí, Sport e Vasco;
    4 pênaltis
    Atlético-PR, Corinthians, Fluminense, Grêmio e Internacional ;
    3 pênaltis
    Ponte Preta e São Paulo;
    2 pênaltis
    Chapecoense, Cruzeiro, Figueirense e Flamengo;
    1 pênalti
    Coritiba e Palmeiras;
    Nenhum pênalti
    Joinville.

    A outra reclamação – que facilmente “viraliza” na internet – é a de que, até o momento, nenhuma penalidade foi marcada para o adversário corinthiano. De fato, o Timão ainda não teve de encarar nenhum pênalti, mas situação idêntica vive o Coritiba Football Club, time que ainda está na zona de rebaixamento:

    Clubes com mais pênaltis marcados contra no Brasileirão de 2015 (até a 28ª rodada):

    8 pênaltis
    Figueirense;
    7 pênaltis
    Internacional;
    6 pênaltis
    Flamengo e Vasco;
    5 pênaltis
    Atlético-MG e Atlético-PR;
    4 pênaltis
    Fluminense, Palmeiras, Avaí e Santos;
    3 pênaltis
    Chapecoense, Goiás, Joinville;
    2 pênaltis
    Grêmio, Ponte Preta e São Paulo;
    1 pênalti
    Cruzeiro, Coritiba e Sport;
    Nenhum pênalti
    Corinthians.

    Vejamos, pois, como foram as penalidades marcadas a favor do Corinthians:

    1) Corinthians 2 x 1 Figueirense, 27/06/2015 – gol que deu a vantagem de 2 x 0

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=djGpcwcoYOs]

    2) Corinthians 4 x 3 Sport – gol que selou a vitória corinthiana

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=t_ZdIrne5TI&w=560&h=315]

    3) Chapecoense 1 x 3 Corinthians – gol que selou a vitória corinthiana

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=fAKPEFxPfQQ&w=560&h=315]

    4) Corinthians 2 x 0 Santis – gol que abriu o placar da vitória corinthiana

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=8Kp7e8zGgaw]

    O primeiro pênalti, convenhamos, somente pura birra pode explicar uma opinião de que “não foi”: Thiago Heleno aplica um golpe estilo Dhalsim do Street Fighter. No da Chapecoense, também parece haver pouca discussão, visto que o atleta do time catarinense usa o braço nas costas do jogador corinthiano — e o simples fato de não ter havido nenhuma reclamação por parte da equipe de Chapecó já é um bom indício da clareza da falta. O mesmo pode ser dito sobre a penalidade contra o Santos: o próprio jogador santista admitiu que cometeu a penalidade.

    Já no segundo caso, por tratar-se da clássica “bola na mão”, acontece maior polêmica.

    No entanto, o atleta dá um carrinho com o braço direito ABERTO E ERGUIDO, em lance na pequena área, com potencial chance de gol. É claro que sempre haverá opiniões divergentes, mas é um caso em que a maioria dos especialistas, comentaristas e árbitros CONCORDA com a marcação.

    Ironia das ironias, o Sport disse, quando da partida, que iria à justiça (e, lógico, não foi) contra o juiz que assinalou a penalidade. Além de ser a equipe com mais pênaltis a favor, o clube do Recife teve pelo menos uma penalidade inexistente marcada a seu favor.

    Talvez o que mais tenha ajudado na polêmica foi o fato de, dias antes da partida contra o Sport, o Corinthians ter sido beneficiado pela não marcação de um pênalti a favor do São Paulo. De fato, houve a penalidade por parte de Uendel, e a partida, que terminou 1 a 1, poderia acabar com vitória são-paulina, tirando um ponto do Corinthians na tabela.

    Mas o São Paulo (que como vimos teve os mesmos pênaltis a favor do Corinthians), também teve pelo menos uma penalidade clara contra seu time — mas esta aconteceu na acachapante derrota por 3×0 para o Goiás no Morumbi — não marcada.

    Vejamos agora outros dois lances polêmicos relacionados a pênalti com bola na mão.

    O primeiro deles, Atlético-MG 0x2 Grêmio:

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=1zKDac37VAQ&w=560&h=315]

    O outro, penalidade marcada para o Santos – que é quem mais teve pênaltis bizarros a seu favor (confira o marcado em Lucas Lima, Santos 5×2 Avaí e o anotado por “falta” em Ricardo Oliveira, Santos 3×1 Chapecoense) – contra o Atlético-PR (0x0):

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=U_9Q8IOtP8I&w=560&h=315]

    Dos quatro lances supracitados — Corinthians X Sport, SPFC X Corinthians, Atlético-MG X Grêmio e Atlético-PR X Santos –, pode-se dizer que houve um acerto (Corinthians e Sport) e três erros: os não marcados pró-São Paulo e Galo deveriam, sim, ter sido assinalados porque os braços dos respectivos atletas estavam abertos e a bola ia em direção ao gol; já o pênalti santista, não: além de o cruzamento ter sido para trás, o braço do jogador estava encostando no chão.

    Analisando os resultados das partidas, somente o São Paulo poderia reclamar um pouco mais, pois com o eventual gol somaria 3 pontos, e não 1. Já Atlético-PR (até pela defesa de seu goleiro na penalidade) e Atlético-Mineiro não teriam perdas significativas com as mudanças nas marcações: o jogo do “Furacão” terminou zerado e o Galo perdeu não por um mas por dois gols de diferença.

    Há ainda um quinto lance de bola na mão, envolvendo os mencionados Santos FC e Corinthians, que obviamente não foi nem será relembrado pela turma do “pênalti pro Corinthians“:

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=Snq_cPSS29M&w=560&h=315]

    O jogo terminou 1×0 para o Santos. O Corinthians somou zero ponto. Caso convertesse a cobrança, somaria 1 — o mesmo pontinho que perderia se porventura assinalassem a penalidade pró-SPFC e o time do Morumbi marcasse seu gol.

    Mesmo com as reclamações tricolores, quem mais está “acusando” o Corinthians é o Clube Atlético Mineiro, time que não vence o Brasileiro desde sua primeira edição, 44 anos atrás, e que teve sua última grande chance de ser campeão em 1999, quando foi vice do… Corinthians.

    Os mineiros, além do pênalti não marcado contra o Grêmio, falam bastante do segundo gol da Chapecoense (vitória do time catarinense por 2 a 1), quando a bola resvalou no braço de Apodí, autor de belíssimo gol (nesta soma, levando-se em conta os resultados das partidas — derrotas por 2 a 0 e 2 a 1 — pode-se dizer que o “Galo” somaria apenas um ponto a mais, em possível empate em SC).

    Um dos diretores do clube falou em “só um time sendo favorecido“, em clara referência ao Corinthians.

    Não se sabe se em virtude das reclamações, como que a “acalmar os ânimos” dos mineiros, o Galo foi favorecido contra o Palmeiras na vigésima rodada, com a marcação deste pênalti:

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=7LN7n3DmGYE&w=560&h=315]

    Foi pênalti? Houve contato? O contato foi intencional?… Não, não.

    Digam o que disserem, se tal lance fosse assinalado pró-Corinthians todos nós sabemos qual seria a reação popular.

    Aliás, nem precisamos imaginar muito.

    Em 2010, este lance resultou em pênalti pro Corinthians:

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=VUcW-WYqt1Q&w=420&h=315]

    Na época aconteceu o seguinte:

    – Fabrício, revoltado, saiu de campo durante a partida;
    – O presidente Zezé Perrela — aquele, do helicóptero — acusou diretamente Andrés Sanchez, presidente do Corinthians;
    – O técnico Cuca socou a mesa durante coletiva, falando: “a gente trabalha e vem os caras e ferram com a gente“.

    Compare as duas penalidades:

    ronaldogil

    O lance do Atlético-MG não gerou a mesma revolta por parte dos palmeirenses – que também foram beneficiados claramente contra o Flamengo – e tampouco gerou “dúvidas” na imprensa e na torcida.

    Reflexo do tamanho do Atlético.

    E do Corinthians.

    Marcel Pilatti

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    Atualizações de 30 de agosto de 2015:

    PS¹: Em matéria publicada no GloboEsporte.com ao final de 2012, lia-se: Assim como em 2011, Cruzeiro foi o time com mais pênaltis a seu favor.

    PS²: Após a 31ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2013, o jornalista Mauro Cézar Pereira fez um somatório das penalidades assinaladas naquele campeonato e desde 2011: Cruzeiro na frente na somatória dos três anos. O “campeão” de pênaltis naquele ano seria o Criciúma, com 9, seguido pelo SPFC, com 8, e o Cruzeiro, com 7. O Corinthians terminou com 6.

    PS³: No “Raio-X” das penalidades do Brasileiro de 2014, o Cruzeiro não foi o primeiro colocado em penalidades a favor (empatou com Flamengo e Botafogo, com seis, e ficou atrás de São Paulo e Fluminense, com oito cada), mas novamente “superou” o Corinthians, que teve 5 – igual número de Galo, Palmeiras e Vitória.

    Comentário: Um cálculo simples, portanto, mostra que, além do Cruzeiro (33) e o Fluminense (31) têm MAIS PÊNALTIS A FAVOR do que o Corinthians e o São Paulo (ambos com 29) desde 2011. O Atlético-MG, com 28, teve apenas um a menos e é o quinto no geral.

    Então é “Pênalti pro Cruzeiro”?

    Não. Não dá audiência.


  • Danúbio e o Manto Negro

    O Rio Danúbio nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e termina no Mar Negro, em território da Romênia. É, portanto, limitado por duas forças da natureza associadas a uma mesma cor.

    Corinthians e Danúbio, do Uruguai, haviam se enfrentado apenas uma vez na história: o duelo aconteceu na Copa do Atlântico – um dos torneios precursores da Libertadores – de 1956: no Pacaembu, empate no tempo normal por 2 a 2, e classificação corinthiana após sorteio. A sorte, portanto, estava do lado do Manto Negro.

    59 anos depois, as equipes voltam a se encontrar, desta vez no Uruguai.

    A diretoria, antes do começo da partida, já apontava para aquela que seria uma das principais dificuldades do time na partida: a baixa qualidade do estádio e do gramado do Danúbio. Para aumentar a contrariedade, os torcedores corinthianos teriam de pagar quatro vezes mais pelos ingressos. No entanto, como diz o ditado, jogo se ganha no campo.

    Novamente, Tite adotou o esquema 4-1-4-1. A equipe foi a campo com: Cássio, Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf; Elias, Renato Augusto, Jadson e Emerson; Guerrero.

    O primeiro tempo foi bastante fraco, com poucos lances de perigo dos dois lados. Muitas faltas de ataque. No começo, o Danubio conseguiu uma boa chance em cruzamento, mas Cassio fez bela defesa. Do lado corinthiano, apenas Guerrero conseguia algo diferente.

    Aos 27 minutos, uma chance boa para o Coringão: Jadson e Uendel tabelam, o lateral tenta por cobertura, a zaga adversária afasta e, no rebote, Sheik chuta com perigo.

    Doze minutos depois, um lance capital: Elias lança Guerrero que, já dentro da área, dribla o zagueiro uruguaio e e é derrubado. Pênalti claro. Para todos, menos para o árbitro chileno.

    No segundo tempo, o Corinthians ainda tem dificuldades de início, e as chances mais claras são do Danúbio.

    Aos 16 minutos, porém, novo pênalti para o Timão. Desta vez, o juiz assinalou. Sem o cobrador oficial de penalidades – Fábio Santos -, Guerrero chega na bola, mas a cobrança fica a cargo de Renato Augusto. O meia isola: chute alto, à direita do goleiro.

    Parecia uma chance perdida, e o empate seria o destino. Mas apenas oito minutos depois, Fagner recebe passe de Jadson e, com velocidade, cruza para Guerrero: o peruano engana o zagueiro, antecipa-se e bate de sem pulo. Lindo gol.

    Mais um golaço do Timão na Libertadores!

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    Guerrero comemora o primeiro gol do Timão

    Nesse momento acontece a única substituição do Corinthians: Renato Augusto dá lugar a Danilo. O meia, famoso por seu controle da bola (Zidanilo, para os torcedores), passa a ditar o ritmo de jogo.

    Aos 32 minutos, Graví faz dura falta em Guerrero, do lado direito. Jadson cruza na medida para o zagueiro Felipe cabecear. Segundo gol do defensor, tão questionado, nessa Libertadores.

    A vitória estava assegurada, e o Timão ia completando seu sétimo jogo consecutivo sem sofrer gol… Até que um vacilo na intermediária, já nos acréscimos, permite a Barreto dar bela arrancada, passar por quatro defensores, e marcar um golaço.

    Mas é aquilo: 2 a 0 ou 2 a 1 valem três pontos. E o Corinthians não perde em jogos oficiais desde novembro.

    Como 59 anos antes, a sorte estava do lado do Timão, e Danúbio mais uma vez padece diante do negro. O alvi-negro de Parque São Jorge. Ou Itaquera.

    Vai, Corinthians!

    Marcel Pilatti


  • O fim do jejum

    Até entrar em campo na última quarta-feira (04), o Corinthians vinha de um péssimo retrospecto enfrentando times argentinos no solo rival em competições oficiais: somando-se Libertadores da América, Copa Mercosul e Copa Sul-Americana, houve um total de 15 partidas com 11 derrotas, 2 empates e apenas 2 vitórias. 28 gols sofridos, 15 marcados. Se levados em conta somente os resultados da Libertadores, 1 empate e 5 derrotas.

    Porém, um bom presságio: a última vitória corinthiana em solo hermano havia acontecido diante do mesmo San Lorenzo, em 2001, pela Copa Mercosul. Outro ponto que gerava otimismo era a ausência de torcida no estádio Nuevo Gasómetro: em punição semelhante à ocorrida com o Timão em 2013, o “time do Papa” seria mandante sem torcedores para apoiar.

    Jogadores de clubes argentinos possuem o velho estigma da “catimba”, misturando simulações, provocações e alguma violência. No entanto, tais atitudes são bastante inflamadas com a presença dos “hinchas“. Sem eles, acontece um jogo muito mais solto, mas igualmente complicado.

    O Timão foi a campo com: Cássio; Fagner, Edu Dracena, Gil e Uendel; Ralf, Renato Augusto, Jadson, Danilo e Elias; Mendoza.

    Nos primeiros 15 minutos de partida, o Corinthians praticamente se manteve atrás do meio de campo. Uendel e Dracena, ambos sem ritmo de jogo, deram algum espaço para os rivais. Logo no início, uma bola cruzada na área trouxe grande perigo à defesa alvinegra em cabeceio de Blanco. A partir dali, o Coringão foi se ajeitando e arrumando os espaços no setor defensivo.

    A primeira boa chance do Corinthians veio aos 32 minutos: Elias recebeu passe de Renato Augusto e lançou Danilo, partindo em velocidade. Danilo conseguiu uma boa finta e, com o pé “ruim”, cruzou na medida para o camisa 7 cabecear. Ótima defesa do goleiro adversário.

    No segundo tempo o Timão faria três substituições: já no intervalo, Cristian entrou no lugar de Renato Augusto, que sofreu uma falta e ficou com dores no tornozelo; Petros substituiu Mendoza no início da etapa; e já no final do jogo Jadson deu lugar a Edilson, reforçando a parte defensiva.

    Logo aos 10 minutos, a chance mais clara do clube argentino: Quignón cruzou e Mattos, um pouco desequilibrado, acertou a trave. Na sequência do lance, escanteio. Cruzamento na medida para Mattos cabecear rente à trave.

    Nove minutos depois, Cassio cobra um tiro de meta que acabou se tornando um lançamento: Elias recebeu a bola do goleiro no meio de campo, driblou dois jogadores de uma só vez e partiu em velocidade. Petros o acompanhava pela direita e se posicionou para receber o passe. Elias tentou, mas o zagueiro argentino cortou e, na verdade, acabou “tabelando” com o meia, que chutou de primeira, com força, no ângulo direito do goleiro.

    Mais um gol corinthiano na Libertadores, mais um golaço, mais um de Elias.

    O San Lorenzo voltaria a pressionar, e a melhor chance aconteceu aos 36 minutos: Alan Ruiz arriscou de longe, Cassio rebateu e a bola sobrou para Cauteruccio, que chutou por cima do gol. Mais algumas chances da equipe argentina se sucederam naqueles minutos. Aos 39, Cassio operou verdadeiro milagre em chute sem pulo de Cauteruccio.

    14 anos depois, o Corinthians sai com uma vitória na Argentina, tendo arriscado quando necessário e trabalhado de forma pragmática na maior parte do tempo. Abusando dos clichês, o Timão hoje é uma equipe extremamente equilibrada em todos os setores.

    A vitória em Buenos Aires foi o triunfo de um time que já está “cascudo” e que sabe segurar jogos e aproveitar erros dos adversários. Exatamente como os argentinos sempre fizeram contra os brazucas.

    O Timão agora lidera de forma isolada o seu grupo, e tem a melhor defesa da competição. Mais que isso, permanece invicto em jogos oficiais na temporada 2015.

    Vai, Corinthians!

    Marcel Pilatti


  • O adeus de Mano e o retorno de Tite

    Um ano após deixar o clube, Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, retorna ao Corinthians.

    Segundo treinador que mais dirigiu o clube e maior vencedor de títulos à frente da equipe, o gaúcho tem tudo para aumentar ainda mais seus recordes no comando do Timão. Sua despedida (no Pacaembu), após a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013, deixou claro que o técnico se tornou um verdadeiro ídolo do clube.

    No entanto, Tite está longe de ser unanimidade.

    Duas grandes críticas são feitas a ele: uma, pontual, diz que “o time não joga bonito”, “há muita retranca”, etc. O curioso, nesse caso, é que são críticas vindas de quem geralmente cobra a seleção de 1982, por exemplo, por não ter ganhado a Copa, ou quem minoriza a história de Rivellino no Timão, apontando sua ausência de títulos com a camisa alvinegra.

    Também, é claro, nenhum desses críticos trocaria um time “ofensivo” pela primeira Libertadores ou pelo Mundial do Japão.

    A outra crítica feita ao trabalho de Tite se refere a uma suposta falta de criatividade e inovação, caracterizando-o como um “sortudo” que “soube aproveitar” boas heranças deixadas em trabalhos anteriores.

    Na entrevista coletiva após a partida Corinthians 2×1 Criciúma – última rodada do Campeonato Brasileiro de 2014 –, um jornalista tentou arrancar de Mano Menezes algum ataque direto a Tite, ou alguma palavra que o considerasse esse “aproveitador”.

    – ‘Como fica pra você ver novamente o mesmo filme se repetindo, em 2010 você deixou o clube tendo feito uma reformulação, para uma pessoa depois brilhar com essa equipe, e agora, novamente fazendo a reformulação, e a mesma pessoa vai assumir?…

    Mano foi nobre ao não citar o nome de seu provável sucessor e muito menos dar a ele essas características. E outra coisa: o técnico que substitui Mano, agora, não é o mesmo que o substituíra em 2010. Ou ninguém se lembra do terrível Adílson Batista?

    Adílson comandou o Timão entre meados de julho e final de outubro daquele ano. Nesse período, pegou uma equipe que liderava e estava invicta em casa e a fez emendar uma série sem vitórias e deixou-a fora da zona de Libertadores.

    Foi esse o Corinthians que Tite assumiu.

    Façamos um retrospecto do campeonato Brasileiro de 2010:

    BRASILEIRO 2010

    MANO

    TITE

    Rodadas

    11 (1ª a 11ª)

    8 (31ª a 38ª)

    Desempenho

    7V 3E 1D

    5V 3E 0D

    Pontos

    24

    18

    Aproveitamento

    72,7%

    75%

    Gols marcados

    20

    13

    Média

    1,81

    1,63

    Gols sofridos

    12

    3

    Média

    1,09

    0,38

    Em casa

    6V (100%)

    4V (100%)

    Fora de casa

    1V 3E 1D (40%)

    1V 3E (50%)

    Primeiros 10 colocados

    5V 1E (88,9%)

    3V (100%)

    Últimos 10 colocados

    2V 2E 1D (53,3%)

    2V 3E (60%)


    Obs.: entre a saída de Mano Menezes (julho) e a chegada de Tite (outubro), o Corinthians foi comandado por Adilson Batista, que obteve os seguintes números: 18 jogos (12ª a 29ª rodadas), 7 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. 25 pontos em 54 disputados. Aproveitamento de 46,3%. Na 30ª rodada (empate) assumiu o interino Fábio Carlille.

    Se desenhássemos, veríamos os desempenhos de Mano e Tite muito próximos, e o de Adílson discrepante.

    grafico_tecnicos

    Tite assume o Corinthians numa reta final de Campeonato, com o time completamente em crise técnica e arriscando fazer vergonha no ano de Centenário. Assume um time que perdeu de Atlético Goianiense em casa e estreia justamente no clássico de maior rivalidade. E vence o Palmeiras.

    A equipe não sofre derrotas e leva apenas três gols, sendo um de pênalti e outro em falha individual do goleiro.

    Porém, essa sequência de resultados deixou o Timão na terceira colocação do certame, sendo obrigado a participar da pré-Libertadores, o que afetaria toda uma programação para a temporada seguinte. Basicamente, desde que retornara ao Corinthians Tite não teve tempo para REALIZAR trabalhos: sempre foram jogos decisivos, e que demandavam vitórias urgentes.

    Os jogos da fase classificatória aconteceram ainda em janeiro. E o resultado todos sabem: a tragédia na Colômbia, contra o Tolima.

    Aquele foi o momento mais baixo da trajetória de Tite no Corinthians, e um dos piores da história recente da equipe. 99,99% dos torcedores o queriam fora da equipe. Mas o técnico foi mantido. Jogadores foram embora. Jogadores se aposentaram. Jogadores foram contratados. Jogadores saíram do banco de reservas. Nova filosofia de trabalho foi implantada. Novo esquema tático foi adotado.

    [Leia, clicando aqui, excelente entrevista de Tite relembrando o fatídico momento]

    E, a partir dali, uma sequência que somente outros 6 clubes a nível mundial conseguiram: título da Liga Nacional, do Torneio Continental, do Mundial de Clubes e da Recopa.

    Entre o time que venceu a finalíssima diante do Chelsea em 2012 e aquele que Tite assumiu na reta final do Brasileirão de 2010, pouquíssimas semelhanças: somente Alessandro, Chicão, Ralf e Paulinho eram titulares nas duas ocasiões.

    Paulinho, cerne da equipe que triunfou em 2012, foi “descoberto” e contratado por Mano: mas só se tornou protagonista com Tite. Da mesma forma, o Guerrero que chegou em 2012 e brilhou no mundial com Tite passou a ser peça-chave da equipe apenas na campanha do Brasileirão em 2014, com Mano.

    De certa forma, os trabalhos de Mano e Tite se completam. No entanto, parece que é o gaúcho mais velho (Tite é de 1961, Mano de 1962) quem tem mais a cara do Corinthians.

    Como disse Charles Gavin, “ele é o nosso Alex Fergusson”.

    Valeu, Mano! Seja bem-vindo de volta, Tite!

     Marcel Pilatti


  • Obrigado, Pacaembu!

    Amanhã é dia de despedida.

    Dia do Corinthians se despedir daquela que foi a sua casa por 74 anos.

    Ah, Pacaembu… lar do Corinthians. Estádio que acolheu o povo e seu time. E como o povo se sentiu em casa!

    No Estádio Municipal, o Corinthians jogou a maior parte de seus jogos. Vibrou, venceu, sofreu e chorou.

    Não tenho dúvidas em afirmar que a noite mais mágica do Coringão no estádio foi em 4 de julho de 2012. Noite em que, time e estádio, mataram um fantasma e se tornaram Reis da América.

    E foi no Pacaembu que, particularmente, vivi momentos inesquecíveis.

    Foi lá que, em 1991, meus pais me levaram para me apresentar ao Corinthians. E logo de cara, uma vitória sobre o Botafogo do Rio, com direito a gol de Neto. Não tem um jogo que eu vá ver, que eu não me lembro daquele dia. Eu tinha 6 anos. Mas ainda vivo aquele jogo toda vez que entro no Pacaembu.

    Foi no Pacaembu que meu tio Norival certa vez quis ir ver o jogo contra a Lusa, seu time de coração, e levou a família inteira no seu caminhãozinho… meu cunhado Gilson, tio Dioniro, Fábio, meu pai e eu fomos presenciar mais uma vitória do Timão frente ao time da padaria.

    Foi no Pacaembu que, no domingo de Páscoa de 1994, vi o Viola marcar o gol do Timão no empate frente ao Amérca de Rio Preto, na companhia de meu pai, tio Gildo e minhas primas Bruna e Flávia.

    Foi lá que vi Tevez, numa derrota de sábado a tarde, com minha irmã Paulinha e minha sobrinha Suellen Brito.

    Foi lá, e indo pra lá, que meu pai me contava histórias fantásticas sobre o Corinthians. Era o meu grande companheiro de Pacaembu. Vira e mexe, lá íamos nós… Até a Barra Funda, descíamos do trem e íamos a pé, conversando, lembrando histórias de outros jogos… celebrando nosso corinthianismo.

    Posteriormente ganhamos a companhia do meu sobrinho Lucas, que se tornou outro fanático corinthiano.

    E foi no dia 21/11/2009, exatamente 1 ano antes de seu sepultamento, que fiz minha despedida de Pacaembu com meu pai. Hoje, olhando pra trás, realmente o clima era de tristeza… chuva e derrota… talvez os deuses do futebol já sabiam o que estaria por vir…

    Sinceramente, a vida nos prega algumas surpresas algumas vezes. Após o falecimento do meu pai, pensei que nunca mais ia conseguir ir no Pacaembu. Que não teria mais graça… afinal, tinha perdido meu parceiro de jogo.

    Ledo engano.

    7 meses depois do fatídico dia da minha vida, voltei ao Pacaembu, nas companhias dos amigos Silas, Jonatas e Fabio. Vitória de 2 x 1 sobre o Vasco e arrancada para o Penta Brasileiro.

    E foi logo depois disso que encontrei um novo parceiro de Pacaembu, meu primo Fabio Garcia

    Juntos, acompanhamos o Timão rumo ao Penta Brasileiro e ao inédito título da Libertadores, as vezes na companhia de Lucas, e dos meus primos Marcelo e Samanta.

    Ainda tive o prazer de apresentar o estádio à minha sobrinha Camila, na estreia do famigerado Pato com a camisa do Timão.

    Tive ainda a honra de levar um amigo torcedor do Sport Recife, Luiz Albuquerque, a se tornar mais um louco do bando… rsrsrs

    Todos momentos sensacionais.

    E domingo será o último deles. Pela última vez, descerei na Barra Funda e seguirei rumo ao bom e velho Paca. Estarei na companhia da minha namorada Jaque, que irá finalmente conhecer a nossa casa (quase que não dá tempo, hein Jaquinha).

    Lembranças virão… saudades… lágrimas poderão cair. Mas tenho que ir lá. Me despedir e agradecer. Em nome do meu pai e de todos os corinthianos que se sentiam em casa quando se sentavam nas arquibancadas geladas e duras do velho estádio.

    E que venha a Era da Arena Corinthians! Uma nova fase da vida do clube, que tem tudo para se tornar mais vitorioso e poderoso com a nova Arena.

    Obrigado Pacaembu! Muito obrigado!

    E vai, Corinthians!

    #DespedidaPacaembu
    #ObrigadoPacaembu
    #PacaembuEterno
    #SaudosaMaloca
    #ArenaCorinthiansVemAi

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  • Feliz 2014

    2013 chega ao fim e, com ele, a “Era Tite”.

    O ano começou da melhor maneira possível para o Timão. Atual Campeão do Mundo e da América, as chances do bicampeonato continental eram claras e possíveis.

    Mas, desde o começo do ano, todos nós percebemos que algo não estava certo. O time já não tinha a “pegada”do ano anterior.

    “Ah, mas o time não está jogando tanto assim pq é o Campeonato Paulista”, diziam…

    Mas o tempo passou e não foi isso o que se viu…

    Ganhamos o Paulista, jogando o básico. E na Libertadores fomos removidos pelo Sr. Amarilla.

    O último grande momento da equipe foi a conquista da inédita Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo.

    E depois foi só decepção.

    Eliminado da Copa do Brasil pelo Grêmio (após um pequeno vexame contra o Luverdense na fase anterior), o Timão bateu o recorde de empates no Brasileirão e terminou o campeonato na 10ª colocação.

    Por tudo isso, saiu Tite e veio Mano.

    Mano que teve uma boa passagem pelo Corinthians.

    Que terá a função de fazer o Corinthians voltar a jogar bola e a fazer gols.

    Não é difícil. Com o time que temos, temos obrigação de brigarmos pelas competições que disputarmos.

    Nos resta dar todo o apoio e torcer!

    Que o ano que vem seja repleto de vitórias e alegrias para a Fiel!

    Um feliz Natal e um ótimo 2014 a todos!

    Vai, Corinthians!

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  • Obrigado, Tite

    Tite Eterno
    Tite Eterno

    Quando o Corinthians anunciou a contratação de Tite, em outubro de 2010, eu me revoltei: “Pára! A diretoria tá de brincadeira! Tite?!”.

    Três anos depois, o “Eterno Tite” sai com o status de maior técnico da história do Corinthians.

    E o começo não foi fácil pro cara: Perdeu o título do Brasileiro de 2010 e foi eliminado pelo Tolima na Pré-Libertadores do ano seguinte.

    100% dos torcedores queriam a saída dele.
    100% dos torcedores se revoltaram quando Andrés Sanches bateu no peito e bancou a permanência do treinador.

    “Não é possível! Esse cara é ruim demais!”, eu bradava, pensando que eu conhecia um pouco de futebol.

    Mas aí a história tomou novos rumos.

    Com uma campanha excelente, com direito a um começo arrasador, o Corinthians faturou o Brasileirão de 2011 de forma incontestável.

    E Tite foi elevado a Herói.

    Veio 2012… Ah, 2012… o mais mágico dos anos corinthianos  (juntamente com 77, claro!)…

    Tite conseguiu montar um time extremamente competitivo, sólido na defesa e com um forte esquema de marcação.

    Com o time fechado com o treinador, todo mundo sabe o que aconteceu: Corinthians, Campeão da Libertadores.

    E Tite foi elevado a Ídolo Eterno.

    Depois da cereja do bolo, o Bimundial, no Japão, Tite foi elevado ao cargo máximo: virou deus (calma, com ‘d’ minúsculo).

    Em 2013, mais 2 títulos: Paulista e Recopa, se tornando o técnico mais vencedor da história alvinegra, com 5 conquistas.

    E aí começou a queda.

    O time não mais jogava bem. Só empatava, ganhava por 1 x 0, empatava de novo. E de novo. E de novo. Perdia por 1 x 0. Empatava de novo. E de novo…

    Eu, sinceramente, não sei o que aconteceu.

    Não sei se o Tite perdeu o controle da equipe, se todos ali se acomodaram… não sei.

    Só sei que eu queria a saída de Tite.

    Sim, eu queria. É doído dizer isso, eu sei. Mas uma mudança tinha que ser feita.

    Me falaram que eu não gosto dele. Poxa, pelo contrário!

    Serei ETERNAMENTE grato ao Tite. Ele será meu herói eterno!

    Mas eu já não queria ele mais como técnico do Corinthians. Pelo menos não agora.

    Por isso que eu não me revoltei com a decisão da diretoria em não renovar o contrato com ele.

    Dá um aperto no coração? Ô se dá…
    Fico pensando: “Será que estou sendo injusto com o cara? Será que ele ainda ia dar uma outra volta por cima?”

    Nunca saberemos disso. Quero me convencer de que realmente o ciclo se encerrou. De forma amigável e bonita.

    Da minha parte, peço-lhe desculpas, Tite, pelo pré-julgamento.

    Você vai voltar. Todos nós sabemos disso.

    Até lá, boa sorte!

    Parabéns por todas as suas conquistas e pela forma como você sempre tratou a todos, com respeito e educação.

    Parabéns pelo exemplo de integridade, algo raro num mundo tão sujo e podre como o do futebol.

    E obrigado. Obrigado. MUITO OBRIGADO, Mestre Tite!


  • Corinthians, 103 anos

    103 anos de Corinthians.

    Sinônimo de 103 anos de paixão.

    Não vou falar de história nesse post. Vou falar do sentimento de ser corinthiano.

    Sempre que falamos de Corinthians, as seguintes questões entram em cena:

    O que é o Corinthians?
    Por que esse time é tão diferente, fazendo com que seus torcedores sejam verdadeiros malucos apaixonados?
    Como explicar esse fenômeno?

    Temo que sejam perguntas sem respostas… Sim, todos nós sabemos o que sentimos pelo Timão, mas não sabemos explicar.

    Eu pelo menos não sei.

    Só sei que minha paixão foi herdada de meu finado pai… Cansei de escrever aqui no blog e no site sobre o meu pai e seu amor incondicional pelo Corinthians.

    Ele era maluco.

    Tão maluco a ponto de, no dia de seu transplante de rim, no longínquo 12 de agosto de 1987, após a cirurgia e ainda correndo risco de morte, ele acorda e faz a primeira pergunta pós-operação: “Quanto foi o Corinthians?”

    Tipo, o cara tava ali, podendo morrer, com uma dor infernal, o irmão (doador do rim) ao lado, também com dores absurdas, e o cara quer saber do Corinthians. Bom, o Corinthians perdeu, 2 x 1 para o São Bento, tornando real a profecia de sua amiga de hospital, sãopaulina, um dia antes: “Seu Newton, amanhã eu quero que o Corinthians se estrumbique. E que o senhor faça um transplante maravilhoso”. E assim foi.

    O rim do meu tio fez meu pai viver mais 23 anos. E ele viveu intensamente esses 23 anos, sendo o meu grande companheiro de Corinthians. Era o meu melhor amigo.

    Uma semana antes de falecer, em 2010, já bem debilitado pelo câncer no fígado, também quis saber quanto foi o jogo do Corinthians: dessa vez, o time ganhou. 1 x 0 contra o Cruzeiro, naquele polêmico pênalti de Gil em cima do Ronaldo.

    Na terça seguinte, já no hospital, ele virou pra mim e falou: “Fião, meu amigo, meu companheiro de Pacaembu. Vamos ver muitos jogos do Corinthians ainda”…

    E no sábado, ele foi morar junto de Deus. Mas ele não me enganou. Ele não mentiu. Ele ainda é meu companheiro de Corinthians. Sempre será. Sempre sentirei sua presença ao meu lado quando eu estiver vendo o Timão.

    Meu pai e eu
    Meu pai e eu: eternos companheiros de Corinthians

    Esse é o verdadeiro corinthianismo, passado de pai para filho. Com certeza, há milhares de casos parecidos.

    Então é isso. As perguntas do início do post continuam sem respostas É uma paixão que não se explica.

    Só nos restam três coisas a dizer:

    Obrigado, Corinthians!

    Parabéns, Corinthians!

    VAI, CORINTHIANS!


  • Campanha Fiel AACD

    Olá Fiel.

    No começo desse mês, o Corinthians lançou a campanha “Fiel AACD, uma torcida de garra”, com o intuito de arrecadar doações financeiras para a AACD, instituição que ampara e cuida de crianças deficientes.

    fiel_aacd

    Mas essa campanha não tem nenhum sentido sem a sua participação. O Corinthians precisa da sua ajuda. As crianças precisam da sua doação para continuarem a receber todo o carinho e cuidado que elas precisam.

    Para doar, acesse o site http://www.aacd.org.br/fielaacd/ ou ligue para 11 3003-1910.

    Faça a sua parte, torcedor.

    Participe. Doe. Divulgue.

    Uma pequena ação de cada um se torna gigantesca para quem precisa.